"Não tenhas a pretensão de ser inteiramente novo no que pensares ou disseres. Quando nasceste já tudo estava em movimento e o que te importa, para seres novo, é embalares no andamento dos que vinham detrás." Vergílio Ferreira, Pensar (1992; 226)
quinta-feira, 14 de maio de 2009
“Muito mais é o que nos une, que aquilo que nos separa”: compreender as línguas românicas através do Português
Breve descrição
Os estudos acerca da intercompreensão entre línguas vizinhas têm evidenciado o papel da proximidade linguística no acesso ao sentido de línguas com as quais se teve pouco ou nenhum contacto prévio. Tal é possível através de fenómenos de transferência, como a capacidade de encontrar transparências semânticas, sintácticas, morfológicas ou fonéticas ou a capacidade de reconhecer esquemas textuais e situacionais, por exemplo, em situações de contacto com enunciados orais e/ou escritos em línguas desconhecidas ou pouco conhecidas.
Neste atelier, de teor teórico-prático, procuraremos mostrar que o Português pode ser uma passerelle para as restantes línguas românicas se a tónica do ensino-aprendizagem for colocada, à revelia das práticas que temos observado, mais nas proximidades que nas diferenças interlinguísticas, partindo de evidências dos projectos Galatea, Galanet e Galapro.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Galapro vai à ExpoBerlin 2009...
Galapro – Formation de Formateurs à l’Intercompréhension en Langues Romanes
Nous présenterons le projet “Galapro” (Projet LLP, financé par l’Union Européenne), qui se penche sur la didactique du plurilinguisme et l’intercompréhension. Ce projet s’inscrit dans une perspective actionnelle et prône le plurilinguisme en tant que valeur européenne (Conseil de l’Europe, 2001). Galapro cherchera à développer un réseau de formation spécialisé autour de l’intercompréhension entre le catalan, l’espagnol, le français, l’italien, le portugais et le roumain, à travers la formation hybride ou à distance de formateurs (notamment de professeurs de langues).
Cette formation est conçue selon une logique de formation intégrant i) la formation à la didactique de l’intercompréhension par des pratiques d’intercompréhension ; et ii) la constitution de communautés pédagogiques virtuelles de pratique et d’enseignement/apprentissage collaboratifs de l’intercompréhension.
Maria Helena de Araújo e Sá & Sílvia Melo
terça-feira, 11 de março de 2008
Colóquio de Didáctica das Línguas-Culturas
Resumo
O desenvolvimento de uma competência plurilingue (CP) e intercultural (CI) tem sido colocado como problemática ao nível das práticas de comunicação electrónica, nomeadamente quando integradas em contextos formais de ensino-aprendizagem de línguas-culturas. Destacam-se, numa perspectiva exolingue, sobretudo estudos relativos a fóruns de discussão, a chats e a e-mail, sendo, até ao momento, raros os estudos que tomam o blogue como espaço pedagógico-didáctico de desenvolvimento daquelas competências (por exemplo, Ferrão-Tavares, 2007). Com base neste breve enquadramento, o nosso estudo visa, depois de uma breve explicitação das características deste género electrónico:
- definir “blogue pedagógico-didáctico” à luz das recomendações do QECRL em termos de desenvolvimento da CP e da CI;
- inventariar marcas de dialogismo plurilingue e intercultural observáveis em blogues daquela natureza;
- exemplificar aquelas marcas a partir de um estudo de caso: o bogue “Falar pelos cotovelos”, desenvolvido para o ens-aprend. de Português como LE, em Berlin, junto de aprendentes adultos de nível C1 do QECRL.
(esta apresentação decorrerá durante o Colóquio que dá título a este post, entre 4 e 5 de Abril, na Universidade do Minho)
sábado, 5 de janeiro de 2008
Encontro sobre Português como Língua não Materna
Lisboa, 11 e 12 de Abril de 2008
Existem pelo menos quatro contextos diferentes em que é necessário considerar o português como língua não materna:
1) como língua de falantes nativos de outras línguas residentes em Portugal;
2) como língua de falantes que têm como língua materna uma língua indígena (e.g. crioulos, línguas africanas) em países de língua oficial portuguesa;
3) como língua de segundas e terceiras gerações de emigrantes portugueses;
4) como língua estrangeira ensinada em diferentes países.
Estas diferentes situações exigem uma política de língua concertada e colocam questões de natureza diversa. O primeiro contexto, em particular, corresponde a uma realidade relativamente recente. O facto de, nas últimas décadas, Portugal ter conhecido um crescente aumento de imigração de populações cuja língua materna não é o português, coloca questões novas, a que é necessário dar uma resposta rápida.
Assim, a Associação Portuguesa de Linguística, através deste Encontro, pretende promover a discussão de questões como as seguintes:
i) de que forma o conhecimento do funcionamento das línguas pode contribuir para um melhor ensino do português como língua estrangeira?
ii) de que forma o conhecimento dos processos de aquisição/aprendizagem de língua segunda nos ajuda a programar um ensino eficaz?
iii) quais as diferenças individuais e sociais que é necessário ter em conta para um ensino eficaz da língua não materna?
iv) de que forma a língua materna influencia a aquisição/aprendizagem da segunda língua?
v) qual o efeito do ensino explícito de L2 na velocidade e progressão do desenvolvimento de L2?
vi) quais as medidas mais eficazes para avaliar a proficiência em português L2?
vii) quais as diferenças entre a aquisição de L2 em contextos naturalísticos e instrucionais?
viii) quais os factores que contribuem para um bom domínio de L2?
ix) como adaptar o ensino de português L2 a aprendentes de diferentes faixas etárias?
x) quais as melhores formas de integração de crianças/jovens falantes nativos de diferentes línguas no ensino português?
xi) de que forma o ensino de português como L2 deve estar representado nos curricula nacionais?
xii) de que forma o ensino de português se deve adaptar às diferentes realidades nacionais?
Aceitam-se, assim, propostas de comunicações na área da aquisição/aprendizagem do português como língua não materna, descrição do Português L2, análise comparada do Português L2 e Língua(s) Nativa(s) dos falantes de Português L2, transferência linguística, ou noutras áreas de investigação em linguística que possam contribuir de forma relevante para as questões colocadas. As propostas a apresentar podem assumir quer uma perspectiva teórica, quer uma perspectiva empírica.
Os resumos não deverão exceder uma página A4 com letra 12 pt.
São aceites comunicações em português, espanhol, francês ou inglês.
Data limite para recepção dos resumos: 31 de Janeiro de 2008
Os resumos deverão ser enviados para o seguinte endereço de e-mail: mail@apl.org.pt
Conferencistas convidados:
Maria Helena Mateus (ILTEC)
Wayne O’Neil (MIT)
Informação recolhida em: http://www.apl.org.pt/f_index.htm
quinta-feira, 19 de julho de 2007
VI Congresso Internacional da SIPLE
"É com satisfação que convocamos todos aqueles interessados nas diferentes questões relacionadas ao ensino e à aprendizagem de PLE para compartilharem suas reflexões, inquietações, experiências e pesquisas, durante o VI Congresso Internacional da SIPLE.
O tema deste evento tem ocupado, nos últimos anos, lugar de destaque em inúmeros trabalhos relacionados ao ensino/aprendizagem de língua estrangeira. No entanto, ainda há muito para ser feito no que se refere à fundamentação teórica e metodológica, uma vez que sabemos que os contextos e as experiências não são os mesmos. Baseados nessa constatação é que o colocamos no centro das nossas discussões. "
Para saber mais: http://www.ufscar.br/siple/congresso/
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Mira Mateus e o PLE-RJ
quinta-feira, 21 de junho de 2007
IV PLE - Rio de Janeiro
Os Encontros de Português Língua Estrangeira do Rio de Janeiro – PLE-RJ – constituem uma iniciativa conjunta da PUC-Rio, da UFRJ e da UFF com o intuito de reunir anualmente professores, pesquisadores, estudantes e outros interessados em Português para Estrangeiros, promovendo um amplo intercâmbio do que está sendo feito na área.
Trata-se de um evento itinerante, acontecendo a cada ano em uma das três instituições participantes, sempre organizado conjuntamente. Em 2006, fechou-se um ciclo com a realização do PLE-RJ III que terá a sua quarta edição em setembro de 2007, pela segunda vez na PUC-RIo.
O PLE-RJ foi idealizado como um evento regional que fornecesse contribuições e divulgação para eventos nacionais e internacionais da área, vindo a adquirir um alcance inesperado pela participação de profissionais de vários estados do Brasil e, mesmo, de alguns países da América Latina e de Portugal.
O evento congrega todas as vertentes de interesse do Português para Estrangeiros como: experiências de ensino presencial e à distância, pesquisa acadêmica individual e institucional, produção de material e formação de professores.
O tema deste ano Português para Estrangeiros: territórios e fronteiras visa conjugar esforços no sentido de trazer para a mesa de discussão as questões, tão presentes nos dias de hoje, referentes a uma certa desvinculação entre espaço geográfico, nacionalidade e língua, bem como colocar o foco na questão metafórica dos territórios que constituem a área de estudos e pesquisa do Português para estrangeiros, e a sua prática profissional quotidiana.
Esperamos que o encontro de setembro de 2007 constitua uma oportunidade para trocas relevantes entre todos aqueles que fazem a área de Português para Estrangeiros no Rio de Janeiro ou em outras localizações geográficas.
In http://www.letras.puc-rio.br/ple/apresentacao.htm. Consultar o site para mais informações.
terça-feira, 8 de maio de 2007
Conferência Internacional sobre o Ensino do Português
Deixamos um pouco dos objectivos, retirados da página de entrada do evento:
"A Conferência Internacional sobre o Ensino do Português propõe-se reflectir, de forma alargada, pluridisciplinar e transversal, sobre os grandes problemas que hoje se colocam ao ensino do português e à sua aprendizagem em contexto escolar, sem esquecer naturalmente o lastro de enquadramentos pedagógicos e de orientações políticas que desde há algumas décadas o determinam. Dentre aqueles problemas merece destaque o deficiente domínio da língua que é evidenciado pelos nossos estudantes, tanto em exames nacionais como em estudos internacionais.
Esta é uma situação que, co-responsabilizando diversos agentes e resolvendo-se em diferentes níveis de intervenção, remete para o trabalho que na escola é feito. Isto sem esquecer que, embora sejam aqui acentuadas questões atinentes ao ensino da língua, ele não se isola do momento da aprendizagem, num processo de interacção que importa ter presente. Do mesmo modo, cabe ainda notar que a aprendizagem e o domínio da língua materna contribuem decisivamente para moldar a nossa memória colectiva e para definir o exercício de uma cidadania responsável e culturalmente activa. "
A mesma página elege como princípios estruturantes que:
• O ensino do português é entendido como preocupação colectiva e responsabilidade primeira do Estado, no quadro de uma vivência democrática e de uma consciência cívica que a todos deve implicar;
• O ensino e a aprendizagem do português interferem fortemente nos processos de formação da personalidade, de conhecimento do mundo e de diálogo com os outros;
• O domínio do português é factor determinante de acesso a outros conhecimentos que, sendo muito mais do que restritas competências, de uma forma ou de outra dele dependem;
• O ensino do português acolhe e incorpora, em conjugação com adequadas mediações pedagógicas, os resultados da investigação científica que se desenvolve em campos do saber articulados em torno da reflexão sobre a linguagem;
• O ensino e a aprendizagem do português encerram uma forte dimensão cultural, compreendendo também um significativo potencial de elaboração estética e de afirmação da identidade de quem o usa.
E se alguns destes princípios se adequam melhor à LM, não há dúvida de que são transversais, independentemente do estatuto desta língua...De acordo com o Público, "na sequência da conferência será elaborado um relatório com um conjunto de recomendações a apresentar ao poder político", afirmou Carlos Reis, salientando que a qualidade do ensino da língua "é uma verdadeira questão de Estado".
Ficamos à espera...
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Encontro da Associação Portuguesa de Linguística
1, 2 e 3 de Outubro de 2007
Universidade de Évora
Call for Papers
Realiza-se de 1 a 3 de Outubro de 2007, na Universidade de Évora, o XXIII Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Linguística.
Conferencistas convidados:
Stephen Crain (Macquarie University)
Ana Maria Martins (Universidade de Lisboa)
31 de Maio: data-limite para o envio de resumos (novo prazo).
16 de Julho: informação aos participantes sobre o resultado da selecção dos resumos.
(ver mais informações no link ao lado, na secção "acontecimentos em destaque").
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Encontros de Português como Língua Segunda para Estrangeiros

Na PUC-Rio, o setor de Português como Segunda Língua para Estrangeiros (PL2/E) vem se desenvolvendo há trinta anos e nos últimos quinze anos temos uma área de pesquisa e formação de professores em plena evolução. Assim, há 5 anos, as universidades ligadas à área, no estado do Rio de Janeiro, resolveram unir esforços para abrir um espaço de discussão e divulgação a todos os interessados.
Surgiram os Encontros PLE-RJ, organizados em parceria pela PUC-Rio, UFRJ e UFF. Neste ano de 2007, o encontro vai acontecer nos dias 6, 7 e 8 de setembro, no Campus da PUC-Rio e mais informações estão sendo divulgadas aqui. O site está em constante atualização e vai receber mais dados ao longo dos próximos dias.
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Pré-apresentações
“Quem te viu e quem te vê”: a evolução da didáctica de línguas e os desafios colocados ao ensino do PLE (Jornadas da Língua Portuguesa, Madrid, 18-19 de Abril/2007)
Resumo: Baseado-se a autora nas evoluções conceptuais, investigativas e profissionais da Didáctica de Línguas, serão apresentados alguns desafios que se colocam ao ensino de PLE, nomeadamente ao nível da gestão do currículo e das práticas de sala de aula. Mais especificamente, faremos referência a necessidades e constrangimentos na formação de professores, assim como a novas perspectivas que se abrem ao ensino de PLE, à luz de uma Didáctica do Plurilinguismo.
“dormindo com o inimigo” ou como transformar obstáculos em oportunidades pedagógicas em Português Língua Estrangeira (PLE) (Jornadas da Língua Portuguesa e Cultura dos Países Lusófonos, Badajoz, Outubro/2007)
Resumo: Reflectiremos acerca de problemas-fantasmas de que se fala no ensino do PLE, que passam invariavelmente pela qualidade e quantidade de materiais pedagógicos. Os falsos-inimigos identificados conduzir-nos-ão a explicitar os desafios que se colocam aos professores e as oportunidades de renovação de práticas que acarretam.
Palavras-chave: política linguística, didáctica do PLE, currículo, cenários pedagógicos.