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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

e nem só os alunos, Isabela

Já há muito que a Isabela nos acostumou a posts com ironia, com tiradas amargas, com amarguices da vida de todos os dias, com humor a sério e outro a brincar.

Desta vez escreve-nos um texto muito interessante e a desdramatizar as alterações acerca do Acordo Ortográfico.

Deixo a referência:

http://novomundoperfeito.blogspot.com/2010/11/lingua-portuguesa-e-de-borracha.html

terça-feira, 25 de março de 2008

Problemas de expressão???

Ver o vídeo e rebolar de rir... de passagem, tentar identificar todos os problemas... um bom exercício para falantes de PLE (e nem só!!!!)

domingo, 11 de novembro de 2007

Acordo ortográfico: o que muda?

Contra, a favor ou dá-me igual??????

7 das alterações propostas no acordo ortográfico:

- os H de início de palavra cairão: os portugueses deixarão, por exemplo, de escrever «húmido» para usar a nova ortografia - «úmido».
- d
esaparecem também da actual grafia em Portugal o c e o p nas palavras em que estas letras não são pronunciadas, como em «acção», «acto», «baptismo» e «óptimo».
-
o trema utilizado pelos brasileiros desaparece completamente e ao hífen acontece o mesmo quando o segundo elemento da palavra comece com s ou r, casos em que estas consoantes devem ser dobradas, como em «antirreligioso» e «contrarregra».
-
apenas quando os prefixos terminam em r se mantém o hífen. Exemplos: hiper-realista, super-resistente.
-
o acento circunflexo sai também de cena nas paroxítonas (palavras com acento tónico na penúltima sílaba) terminadas em o duplo («vôo» e «enjôo»), usado na ortografia do Brasil, mas não na de Portugal, e da terceira pessoa do presente do indicativo ou do conjuntivo de «crer», «ler», «dar», «ver» e os seus derivados. Passará a escrever-se: «creem, leem, deem e veem».
-
no Brasil, o acento agudo deixará de usar-se nos ditongos abertos ei e oi de palavras paroxítonas como «assembleia» e «ideia».
- com a incorporação do k, w e y, o alfabeto deixará de ter 23 letras para ter 26.

As modificações propostas no Acordo devem alterar 1,6 por cento do vocabulário de Portugal e 0,45 por cento das palavras do Brasil.

Fonte: Jornal Sol

terça-feira, 19 de junho de 2007

Omenajem Hortográfica

Francisco José Viegas, Escritor

Asenhora menistra da Educação açegurou ao presidente da República que, em
futuras provas de aferissão do 4.º e do 6.º anos de iscolaridade, os critérios
vão ser difrentes dos que estão em vigor atualmente. Ou seja os erros
hortográficos já vão contar para a avaliassão que esses testes pretendem
efetuar. Vale a pena eisplicar o suçedido, depois de o responçável pelo
gabinete de avaliassões do Menistério da Educação ter cido tão mal comprendido
e, em alguns cazos, injustissado. Quando se trata de dar opiniões sobre
educassão, todos estamos com vontade de meter o bedelho. Pelo menos.

Como se sabe, as chamadas provas de aferissão não são izames propriamente ditos
limitão-se a aferir, a avaliar - sem o rigôr de uma prova onde a nota conta
para paçar ou para xumbar ao final desses ciclos de aprendizagem. Servem para
que o menistério da Educação recolha dados sobre a qualidade do encino e das
iscólas, sobre o trabalho dos profeçores e sobre as competênssias e
deficiênçias dos alunos.

Quando se soube que, na primeira parte da prova de Português, não eram levados
em conta os erros hortográficos dados pelos alunos, logo houve algumas vozes
excandalisadas que julgaram estar em curso mais uma das expriências de
mudernização do encino, em que o Menistério tem cido tão prodigo. Não era o
caso porque tudo isto vem desde 2001. Como foi eisplicado, havia patamares no
primeiro deles, intereçava ver se os alunos comprendiam e interpetavam
corretamente um teisto que lhes era fornessido. Portantos, na correção dessa
parte da prova, não eram tidos em conta os erros hortográficos, os sinais
gráficos e quaisqueres outros erros de português excrito. Valorisando a
competenssia interpetativa na primeira parte, entendiasse que uma ipotetica
competenssia hortográfica seria depois avaliada, quando fosse pedido ao aluno
que escrevê-se uma compozição. Aí sim, os erros hortográficos seriam, digamos,
contabilisados - embora, como se sabe, os alunos não sejam penalisados: á horas
pra tudo, quer o Menistério dizer; nos primeiros cinco minutos, trata-se de
interpetar; nos quinze minutos finais, trata-se da hortografia.

Á, naturalmente, um prublema, que é o de comprender um teisto através de uma
leitura com erros hortográficos. Nós julgáva-mos, na nossa inoçência, que
escrever mal era pensar mal, interpetar mal, eisplicar mal. Abreviando e
simplificando, a avaliassão entende que um aluno pode dar erros hortográficos
desde que tenha perssebido o essencial do teisto que comenta (mesmo que o
teisto fornessido não com tenha erros hortográficos). Numa fase posterior,
pedesse-lhe "Então, criançinha, agora escreve aí um teisto sem erros
hortográficos." E, emendando a mão, como já pedesse-lhe para não dar erros, a
criancinha não dá erros.

A questão é saber se as pessoas (os cidadões, os eleitores, os profeçores, "a
comonidade educativa") querem que os alunos saião da iscóla a produzir
abundãnssia de erros hortográficos, ou seja, se os erros hortográficos não téêm
importânssia nenhuma - ou se tem. Não entendo como os alunos podem amostrar "que
comprenderam" um teisto, eisplicando-o sem interesar a cantidade de erros
hortográficos. Em primeiro lugar porque um erro hortográfico é um erro
hortográfico, e não deve de haver desculpas. Em segundo lugar, porque obrigar
um profeçor a deixar passar em branco os erros hortográficos é uma injustiça e
um pressedente grave, além de uma desautorizassão do trabalho que fizeram nas
aulas. Depois, porque se o gabinete de avaliassão do Menistério quer saber como
vão os alunos em matéria de competenssias, que trate de as avaliar com os
instromentos que tem há mão sem desautorisar ou humilhar os profeçores.

Peçoalmente, comprendo a intensão. Sei que as provas de aferissão não contam
para nota e hádem, mais tarde, ser modificadas. Paço a paço, a hortografia háde
melhorar.

Francisco José Viegas escreve no JN, semanalmente, às segundas-feiras


In: JN; 04.06.2007