“Aconteceu uma coisa terrível na Educação: tudo tem de ser divertido, nada pode dar trabalho” (Alice Vieira)
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"Não tenhas a pretensão de ser inteiramente novo no que pensares ou disseres. Quando nasceste já tudo estava em movimento e o que te importa, para seres novo, é embalares no andamento dos que vinham detrás." Vergílio Ferreira, Pensar (1992; 226)
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
Um blogue que é uma sugestão de leitura...
... acerca da educação em Portugal, das reformas em curso, etc etc etc... Chama-se "a educação do meu umbigo".
sábado, 27 de setembro de 2008
Reformulação do ensino do PLE
O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, afirmou ontem que a "refundação" do Instituto Camões vai implicar uma reformulação do ensino da Língua Portuguesa no estrangeiro, atendendo a que muitos alunos "não querem o Português literário".
Pinto Ribeiro, que falvava em Paris nos Estados Gerais do Multilinguismo, manifestou a sua preocupação com as diásporas, onde considera ser necessário fazer um "trabalho de ensino como primeira língua, como língua estrangeira, e como língua que concorre com a língua dos países para onde essas comunidades emigraram."
"Está previsto que se refunde o Instituto Camões. O que significa prestar uma especial atenção a todos estes curriculos do ensino do Português, que vão ter que ter em consideração que há muita gente que não quer Português literário. É preciso motivar as pessoas e responder às necessidades e desejos das pessoas. Para isso, já alocámos um fundo de 30 milhões para a Língua Portuguesa", afirmou.
Falando da defesa e promoção da língua portuguesa, que é central à Presidência Portuguesa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, o ministro da Cultura salientou que o Português é hoje "a terceira língua europeia mais falada no mundo".
"Nas instituições internacionais, é preciso fazer um trabalho para impor a Língua Portuguesa", salientou.
"A Criatividade e a Inovação Pedagógica no Ensino das Línguas", "A Competitividade Económica e a Coesão Social", e "A Tradução e Circulação de Obras Culturais", foram os principais temas dos Estados Gerais do Multilinguismo, inserido no Dia Europeu das Línguas.
Responsáveis políticos e institucionais, especialistas e representantes da sociedade civil participaram no debate, que decorreu no Grande Anfiteatro da Universidade da Sorbonne, na capital francesa. Todos os participantes colocaram em destaque o benefício que os cidadãos europeus podem conquistar através das suas competências linguísticas. Na compreensão da própria língua, na mobilidade, na evolução profissional, ou até mesmo no acesso a conteúdos e obras culturais.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1344137
Pinto Ribeiro, que falvava em Paris nos Estados Gerais do Multilinguismo, manifestou a sua preocupação com as diásporas, onde considera ser necessário fazer um "trabalho de ensino como primeira língua, como língua estrangeira, e como língua que concorre com a língua dos países para onde essas comunidades emigraram."
"Está previsto que se refunde o Instituto Camões. O que significa prestar uma especial atenção a todos estes curriculos do ensino do Português, que vão ter que ter em consideração que há muita gente que não quer Português literário. É preciso motivar as pessoas e responder às necessidades e desejos das pessoas. Para isso, já alocámos um fundo de 30 milhões para a Língua Portuguesa", afirmou.
Falando da defesa e promoção da língua portuguesa, que é central à Presidência Portuguesa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, o ministro da Cultura salientou que o Português é hoje "a terceira língua europeia mais falada no mundo".
"Nas instituições internacionais, é preciso fazer um trabalho para impor a Língua Portuguesa", salientou.
"A Criatividade e a Inovação Pedagógica no Ensino das Línguas", "A Competitividade Económica e a Coesão Social", e "A Tradução e Circulação de Obras Culturais", foram os principais temas dos Estados Gerais do Multilinguismo, inserido no Dia Europeu das Línguas.
Responsáveis políticos e institucionais, especialistas e representantes da sociedade civil participaram no debate, que decorreu no Grande Anfiteatro da Universidade da Sorbonne, na capital francesa. Todos os participantes colocaram em destaque o benefício que os cidadãos europeus podem conquistar através das suas competências linguísticas. Na compreensão da própria língua, na mobilidade, na evolução profissional, ou até mesmo no acesso a conteúdos e obras culturais.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1344137
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revisão curricular
sábado, 5 de janeiro de 2008
Manuais escolares contêm textos incompreensíveis
Não é sobre PLE mas subscrevo e alargo o domínio de abrangência da notícia: "A maioria dos manuais de Português do 4.º ano não contribui para os alunos perceberem o que lêem e contém textos incompreensíveis. É esta a conclusão do primeiro grande estudo sobre manuais escolares realizado em Portugal."
O estudo foi feito no âmbito da dissertação de mestrado de Maria Regina Rocha, professora da Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, e inclui a análise de 12 manuais que, no seu conjunto, foram adoptados em mais de 94% das escolas do país. Ao todo, foram escrutinados cerca de 900 textos e seis mil perguntas.
Nesses livros, é apontada como falha maior a escassez de propostas de actividades que levem os alunos a interpretar os textos e a identificar informação que não seja explícita. Mas também o número limitado de textos presentes nos manuais, a pouca diversidade de género e a inexistência de um corpo de autores de referência a ser indicado pelo Ministério da Educação são apontados como falhas na promoção de hábitos de leitura nos mais novos.
In: SOL - http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=74291
O estudo foi feito no âmbito da dissertação de mestrado de Maria Regina Rocha, professora da Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, e inclui a análise de 12 manuais que, no seu conjunto, foram adoptados em mais de 94% das escolas do país. Ao todo, foram escrutinados cerca de 900 textos e seis mil perguntas.
Nesses livros, é apontada como falha maior a escassez de propostas de actividades que levem os alunos a interpretar os textos e a identificar informação que não seja explícita. Mas também o número limitado de textos presentes nos manuais, a pouca diversidade de género e a inexistência de um corpo de autores de referência a ser indicado pelo Ministério da Educação são apontados como falhas na promoção de hábitos de leitura nos mais novos.
In: SOL - http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=74291
terça-feira, 19 de junho de 2007
Omenajem Hortográfica
Francisco José Viegas, Escritor
Asenhora menistra da Educação açegurou ao presidente da República que, em
futuras provas de aferissão do 4.º e do 6.º anos de iscolaridade, os critérios
vão ser difrentes dos que estão em vigor atualmente. Ou seja os erros
hortográficos já vão contar para a avaliassão que esses testes pretendem
efetuar. Vale a pena eisplicar o suçedido, depois de o responçável pelo
gabinete de avaliassões do Menistério da Educação ter cido tão mal comprendido
e, em alguns cazos, injustissado. Quando se trata de dar opiniões sobre
educassão, todos estamos com vontade de meter o bedelho. Pelo menos.
Como se sabe, as chamadas provas de aferissão não são izames propriamente ditos
limitão-se a aferir, a avaliar - sem o rigôr de uma prova onde a nota conta
para paçar ou para xumbar ao final desses ciclos de aprendizagem. Servem para
que o menistério da Educação recolha dados sobre a qualidade do encino e das
iscólas, sobre o trabalho dos profeçores e sobre as competênssias e
deficiênçias dos alunos.
Quando se soube que, na primeira parte da prova de Português, não eram levados
em conta os erros hortográficos dados pelos alunos, logo houve algumas vozes
excandalisadas que julgaram estar em curso mais uma das expriências de
mudernização do encino, em que o Menistério tem cido tão prodigo. Não era o
caso porque tudo isto vem desde 2001. Como foi eisplicado, havia patamares no
primeiro deles, intereçava ver se os alunos comprendiam e interpetavam
corretamente um teisto que lhes era fornessido. Portantos, na correção dessa
parte da prova, não eram tidos em conta os erros hortográficos, os sinais
gráficos e quaisqueres outros erros de português excrito. Valorisando a
competenssia interpetativa na primeira parte, entendiasse que uma ipotetica
competenssia hortográfica seria depois avaliada, quando fosse pedido ao aluno
que escrevê-se uma compozição. Aí sim, os erros hortográficos seriam, digamos,
contabilisados - embora, como se sabe, os alunos não sejam penalisados: á horas
pra tudo, quer o Menistério dizer; nos primeiros cinco minutos, trata-se de
interpetar; nos quinze minutos finais, trata-se da hortografia.
Á, naturalmente, um prublema, que é o de comprender um teisto através de uma
leitura com erros hortográficos. Nós julgáva-mos, na nossa inoçência, que
escrever mal era pensar mal, interpetar mal, eisplicar mal. Abreviando e
simplificando, a avaliassão entende que um aluno pode dar erros hortográficos
desde que tenha perssebido o essencial do teisto que comenta (mesmo que o
teisto fornessido não com tenha erros hortográficos). Numa fase posterior,
pedesse-lhe "Então, criançinha, agora escreve aí um teisto sem erros
hortográficos." E, emendando a mão, como já pedesse-lhe para não dar erros, a
criancinha não dá erros.
A questão é saber se as pessoas (os cidadões, os eleitores, os profeçores, "a
comonidade educativa") querem que os alunos saião da iscóla a produzir
abundãnssia de erros hortográficos, ou seja, se os erros hortográficos não téêm
importânssia nenhuma - ou se tem. Não entendo como os alunos podem amostrar "que
comprenderam" um teisto, eisplicando-o sem interesar a cantidade de erros
hortográficos. Em primeiro lugar porque um erro hortográfico é um erro
hortográfico, e não deve de haver desculpas. Em segundo lugar, porque obrigar
um profeçor a deixar passar em branco os erros hortográficos é uma injustiça e
um pressedente grave, além de uma desautorizassão do trabalho que fizeram nas
aulas. Depois, porque se o gabinete de avaliassão do Menistério quer saber como
vão os alunos em matéria de competenssias, que trate de as avaliar com os
instromentos que tem há mão sem desautorisar ou humilhar os profeçores.
Peçoalmente, comprendo a intensão. Sei que as provas de aferissão não contam
para nota e hádem, mais tarde, ser modificadas. Paço a paço, a hortografia háde
melhorar.
Francisco José Viegas escreve no JN, semanalmente, às segundas-feiras
In: JN; 04.06.2007
quarta-feira, 30 de maio de 2007
e como nem só de PLE vive o blogue...
Associação de Professores de Português critica revisão curricular do secundário
"A Associação de Professores de Português (APP) considerou hoje que a revisão curricular do ensino secundário, aprovada na quinta-feira em Conselho de Ministros, assenta "num modelo pouco flexível", que dificilmente dará resposta à heterogeneidade de alunos e às "tendências actuais".
"Tal como a estrutura curricular em vigor, a nova estrutura também assenta, anacronicamente, num modelo pouco flexível de gestão do currículo, típico da deficiente tradição organizacional portuguesa. Dificilmente um modelo tão rígido dará conta da heterogeneidade crescente dos alunos do secundário", afirma a APP, em comunicado.
O Governo aprovou na passada quinta-feira, na generalidade, a revisão dos currículos dos cursos científico humanísticos do ensino secundário, com o intuito de reforçar o ensino prático e experimental já a partir do próximo ano lectivo.
Em comunicado, citado pela Lusa, a APP defende que apenas sejam obrigatórias as disciplinas de formação geral, cabendo aos alunos a escolha das disciplinas de formação específica, consoante a oferta da escola.
"Dentro da mesma tradição própria da moribunda era industrial, propõe-se uma especialização disciplinar que nada tem a ver com as tendências actuais e de que é paradigmática a existência de três disciplinas exclusivamente dedicadas aos estudos literários, para além das disciplinas de Português e Línguas Estrangeiras", acrescenta a associação, referindo-se às cadeiras de Literatura Portuguesa, Literaturas de Língua Portuguesa e Clássicos da Literatura.
A APP lamenta ainda que o trabalho prático e experimental não esteja previsto para a aula de Português, exemplificando com os tempos lectivos extracurriculares criados em várias escolas para o desenvolvimento de oficinas de escrita ou oficinas gramaticais." (In Público)
E aproveito para concordar com a APP e com este parecer... e esboçar um sorrisinho amarelo em relação aos comentários atávicos dos comentadores desta notícia no referido jornal, edição on-line...
"A Associação de Professores de Português (APP) considerou hoje que a revisão curricular do ensino secundário, aprovada na quinta-feira em Conselho de Ministros, assenta "num modelo pouco flexível", que dificilmente dará resposta à heterogeneidade de alunos e às "tendências actuais".
"Tal como a estrutura curricular em vigor, a nova estrutura também assenta, anacronicamente, num modelo pouco flexível de gestão do currículo, típico da deficiente tradição organizacional portuguesa. Dificilmente um modelo tão rígido dará conta da heterogeneidade crescente dos alunos do secundário", afirma a APP, em comunicado.
O Governo aprovou na passada quinta-feira, na generalidade, a revisão dos currículos dos cursos científico humanísticos do ensino secundário, com o intuito de reforçar o ensino prático e experimental já a partir do próximo ano lectivo.
Em comunicado, citado pela Lusa, a APP defende que apenas sejam obrigatórias as disciplinas de formação geral, cabendo aos alunos a escolha das disciplinas de formação específica, consoante a oferta da escola.
"Dentro da mesma tradição própria da moribunda era industrial, propõe-se uma especialização disciplinar que nada tem a ver com as tendências actuais e de que é paradigmática a existência de três disciplinas exclusivamente dedicadas aos estudos literários, para além das disciplinas de Português e Línguas Estrangeiras", acrescenta a associação, referindo-se às cadeiras de Literatura Portuguesa, Literaturas de Língua Portuguesa e Clássicos da Literatura.
A APP lamenta ainda que o trabalho prático e experimental não esteja previsto para a aula de Português, exemplificando com os tempos lectivos extracurriculares criados em várias escolas para o desenvolvimento de oficinas de escrita ou oficinas gramaticais." (In Público)
E aproveito para concordar com a APP e com este parecer... e esboçar um sorrisinho amarelo em relação aos comentários atávicos dos comentadores desta notícia no referido jornal, edição on-line...
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