"Não tenhas a pretensão de ser inteiramente novo no que pensares ou disseres. Quando nasceste já tudo estava em movimento e o que te importa, para seres novo, é embalares no andamento dos que vinham detrás." Vergílio Ferreira, Pensar (1992; 226)
terça-feira, 25 de março de 2008
Problemas de expressão???
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
E esta hein???? "Governador brasileiro proíbe utilização do gerúndio"
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, demitiu por decreto o uso do gerúndio nos órgãos do governo e proibiu o uso do gerúndio para desculpa de ineficiência.
O político alegou que perdeu a paciência com alguns assessores que estão sempre «fazendo, providenciando, estudando, preparando, encaminhando», mas nunca concluem um trabalho ou estabelecem um prazo para a sua finalização.
José Mário Costa, jornalista e responsável pelo site Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, disse à agência Lusa que a medida adoptada só pode ser vista como «simbólica» e com «piada».
Também a professora e linguista Regina Rocha, do Ciberdúvidas, considera que o decreto apenas é válido num contexto político. «O gerúndio é uma forma verbal que sugere duração e prolongamento da acção» e é uma «construção que vem do português antigo», acrescentou.
Estes dois especialistas recordam que em Portugal o gerúndio caiu em desuso, utilizando-se, em seu lugar, o infinitivo. «Ou seja, em vez de dizermos 'estou fazendo', dizemos 'estou a fazer'», exemplificou.
Regina Rocha esclareceu que a própria fonética dos verbos conjugados no gerúndio transmite a ideia de prolongamento, dado que têm mais sílabas.
Sobre a ideia do governador brasileiro, José Mário Costa defendeu a existência de orientações do ponto de vista ortográfico a serem seguidas, nomeadamente pelas entidades públicas, jornais e televisões.
O jornalista deu como exemplo o erro comum de abreviar os números ordinais.
Lusa/SOL (in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=58704)
quinta-feira, 28 de junho de 2007
A Sintaxe das Construções com SE no Português do Brasil
O livro trata de um caso bem específico e controverso da língua portuguesa - o pronome SE, como se pode ler no prefácio de Ataliba Teixeira de Castilho.
Maria do Socorro Pessoa, brasileira de origem, a concluir um pós-doutoramento na Universidade de Aveiro, referiu a relevância da obra «para o acervo de todos aqueles que se interessam pela compreensão da língua portuguesa em toda a sua heterogeneidade e em toda a sua diversidade, acrescentando que esta «traz uma ferramenta indispensável para a ultrapassagem do preconceito linguístico, máscara de todos os outros preconceitos religiosos, étnicos, sócio-culturais e sócio-económicos».
Para Paulo Osório, professor auxiliar da Universidade da Beira Interior e um dos autores, «a obra vem colmatar uma lacuna importante na produção de materiais didácticos para o português como língua estrangeira». E acrescenta: «Um dos princípios em que acredito é o de que a apresentação da Lusofonia como uma comunidade vibrante, em todas as suas variantes, é sempre uma boa estratégia de divulgação e de difusão da língua e da cultura portuguesa».
In: http://www.instituto-camoes.pt/encarte/encarte113g.htm
ver também: http://www.terminometro.info/modules/articles/accueil/index.php?lng=pt&id=4997&ln=fr