"Não tenhas a pretensão de ser inteiramente novo no que pensares ou disseres. Quando nasceste já tudo estava em movimento e o que te importa, para seres novo, é embalares no andamento dos que vinham detrás." Vergílio Ferreira, Pensar (1992; 226)
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Concurso para ensino de PLE
... e as categorias nomeadas são:
- Concurso para contratação no ensino português no estrangeiro (EPE).
- Selecção de licenciados para a docência na Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.
- Selecção de licenciados para o ensino de português em Timor-Leste.
Prazo da candidatura: 19 a 25 de Julho.
Nota pessoal: como professora a viver na Alemanha, não me posso candidatar a este país... o boletim de candidatura on-line encarrega-se de cruzar a informação da minha licenciatura (ensino de Português e Francês) e da área consular a que me candidato (ok, é Berlin) e declara-me, automaticamente, inapta para a actividade docente neste país! Bestial: poupa-me o tempo de realização das provas de capacidade linguística e os esforços de auto-avaliação! Vive les nouvelles technologies! Ah, e também não reconhece que as pessoas possam ter um grau académico superior a licenciatura... c'est la vie! ou bien l'incompetence!!!!
VI Congresso Internacional da SIPLE
"É com satisfação que convocamos todos aqueles interessados nas diferentes questões relacionadas ao ensino e à aprendizagem de PLE para compartilharem suas reflexões, inquietações, experiências e pesquisas, durante o VI Congresso Internacional da SIPLE.
O tema deste evento tem ocupado, nos últimos anos, lugar de destaque em inúmeros trabalhos relacionados ao ensino/aprendizagem de língua estrangeira. No entanto, ainda há muito para ser feito no que se refere à fundamentação teórica e metodológica, uma vez que sabemos que os contextos e as experiências não são os mesmos. Baseados nessa constatação é que o colocamos no centro das nossas discussões. "
Para saber mais: http://www.ufscar.br/siple/congresso/
quinta-feira, 28 de junho de 2007
A Sintaxe das Construções com SE no Português do Brasil
O livro trata de um caso bem específico e controverso da língua portuguesa - o pronome SE, como se pode ler no prefácio de Ataliba Teixeira de Castilho.
Maria do Socorro Pessoa, brasileira de origem, a concluir um pós-doutoramento na Universidade de Aveiro, referiu a relevância da obra «para o acervo de todos aqueles que se interessam pela compreensão da língua portuguesa em toda a sua heterogeneidade e em toda a sua diversidade, acrescentando que esta «traz uma ferramenta indispensável para a ultrapassagem do preconceito linguístico, máscara de todos os outros preconceitos religiosos, étnicos, sócio-culturais e sócio-económicos».
Para Paulo Osório, professor auxiliar da Universidade da Beira Interior e um dos autores, «a obra vem colmatar uma lacuna importante na produção de materiais didácticos para o português como língua estrangeira». E acrescenta: «Um dos princípios em que acredito é o de que a apresentação da Lusofonia como uma comunidade vibrante, em todas as suas variantes, é sempre uma boa estratégia de divulgação e de difusão da língua e da cultura portuguesa».
In: http://www.instituto-camoes.pt/encarte/encarte113g.htm
ver também: http://www.terminometro.info/modules/articles/accueil/index.php?lng=pt&id=4997&ln=fr
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Mira Mateus e o PLE-RJ
quinta-feira, 21 de junho de 2007
IV PLE - Rio de Janeiro
Os Encontros de Português Língua Estrangeira do Rio de Janeiro – PLE-RJ – constituem uma iniciativa conjunta da PUC-Rio, da UFRJ e da UFF com o intuito de reunir anualmente professores, pesquisadores, estudantes e outros interessados em Português para Estrangeiros, promovendo um amplo intercâmbio do que está sendo feito na área.
Trata-se de um evento itinerante, acontecendo a cada ano em uma das três instituições participantes, sempre organizado conjuntamente. Em 2006, fechou-se um ciclo com a realização do PLE-RJ III que terá a sua quarta edição em setembro de 2007, pela segunda vez na PUC-RIo.
O PLE-RJ foi idealizado como um evento regional que fornecesse contribuições e divulgação para eventos nacionais e internacionais da área, vindo a adquirir um alcance inesperado pela participação de profissionais de vários estados do Brasil e, mesmo, de alguns países da América Latina e de Portugal.
O evento congrega todas as vertentes de interesse do Português para Estrangeiros como: experiências de ensino presencial e à distância, pesquisa acadêmica individual e institucional, produção de material e formação de professores.
O tema deste ano Português para Estrangeiros: territórios e fronteiras visa conjugar esforços no sentido de trazer para a mesa de discussão as questões, tão presentes nos dias de hoje, referentes a uma certa desvinculação entre espaço geográfico, nacionalidade e língua, bem como colocar o foco na questão metafórica dos territórios que constituem a área de estudos e pesquisa do Português para estrangeiros, e a sua prática profissional quotidiana.
Esperamos que o encontro de setembro de 2007 constitua uma oportunidade para trocas relevantes entre todos aqueles que fazem a área de Português para Estrangeiros no Rio de Janeiro ou em outras localizações geográficas.
In http://www.letras.puc-rio.br/ple/apresentacao.htm. Consultar o site para mais informações.
terça-feira, 19 de junho de 2007
Omenajem Hortográfica
Francisco José Viegas, Escritor
Asenhora menistra da Educação açegurou ao presidente da República que, em
futuras provas de aferissão do 4.º e do 6.º anos de iscolaridade, os critérios
vão ser difrentes dos que estão em vigor atualmente. Ou seja os erros
hortográficos já vão contar para a avaliassão que esses testes pretendem
efetuar. Vale a pena eisplicar o suçedido, depois de o responçável pelo
gabinete de avaliassões do Menistério da Educação ter cido tão mal comprendido
e, em alguns cazos, injustissado. Quando se trata de dar opiniões sobre
educassão, todos estamos com vontade de meter o bedelho. Pelo menos.
Como se sabe, as chamadas provas de aferissão não são izames propriamente ditos
limitão-se a aferir, a avaliar - sem o rigôr de uma prova onde a nota conta
para paçar ou para xumbar ao final desses ciclos de aprendizagem. Servem para
que o menistério da Educação recolha dados sobre a qualidade do encino e das
iscólas, sobre o trabalho dos profeçores e sobre as competênssias e
deficiênçias dos alunos.
Quando se soube que, na primeira parte da prova de Português, não eram levados
em conta os erros hortográficos dados pelos alunos, logo houve algumas vozes
excandalisadas que julgaram estar em curso mais uma das expriências de
mudernização do encino, em que o Menistério tem cido tão prodigo. Não era o
caso porque tudo isto vem desde 2001. Como foi eisplicado, havia patamares no
primeiro deles, intereçava ver se os alunos comprendiam e interpetavam
corretamente um teisto que lhes era fornessido. Portantos, na correção dessa
parte da prova, não eram tidos em conta os erros hortográficos, os sinais
gráficos e quaisqueres outros erros de português excrito. Valorisando a
competenssia interpetativa na primeira parte, entendiasse que uma ipotetica
competenssia hortográfica seria depois avaliada, quando fosse pedido ao aluno
que escrevê-se uma compozição. Aí sim, os erros hortográficos seriam, digamos,
contabilisados - embora, como se sabe, os alunos não sejam penalisados: á horas
pra tudo, quer o Menistério dizer; nos primeiros cinco minutos, trata-se de
interpetar; nos quinze minutos finais, trata-se da hortografia.
Á, naturalmente, um prublema, que é o de comprender um teisto através de uma
leitura com erros hortográficos. Nós julgáva-mos, na nossa inoçência, que
escrever mal era pensar mal, interpetar mal, eisplicar mal. Abreviando e
simplificando, a avaliassão entende que um aluno pode dar erros hortográficos
desde que tenha perssebido o essencial do teisto que comenta (mesmo que o
teisto fornessido não com tenha erros hortográficos). Numa fase posterior,
pedesse-lhe "Então, criançinha, agora escreve aí um teisto sem erros
hortográficos." E, emendando a mão, como já pedesse-lhe para não dar erros, a
criancinha não dá erros.
A questão é saber se as pessoas (os cidadões, os eleitores, os profeçores, "a
comonidade educativa") querem que os alunos saião da iscóla a produzir
abundãnssia de erros hortográficos, ou seja, se os erros hortográficos não téêm
importânssia nenhuma - ou se tem. Não entendo como os alunos podem amostrar "que
comprenderam" um teisto, eisplicando-o sem interesar a cantidade de erros
hortográficos. Em primeiro lugar porque um erro hortográfico é um erro
hortográfico, e não deve de haver desculpas. Em segundo lugar, porque obrigar
um profeçor a deixar passar em branco os erros hortográficos é uma injustiça e
um pressedente grave, além de uma desautorizassão do trabalho que fizeram nas
aulas. Depois, porque se o gabinete de avaliassão do Menistério quer saber como
vão os alunos em matéria de competenssias, que trate de as avaliar com os
instromentos que tem há mão sem desautorisar ou humilhar os profeçores.
Peçoalmente, comprendo a intensão. Sei que as provas de aferissão não contam
para nota e hádem, mais tarde, ser modificadas. Paço a paço, a hortografia háde
melhorar.
Francisco José Viegas escreve no JN, semanalmente, às segundas-feiras
In: JN; 04.06.2007
quarta-feira, 30 de maio de 2007
e como nem só de PLE vive o blogue...
"A Associação de Professores de Português (APP) considerou hoje que a revisão curricular do ensino secundário, aprovada na quinta-feira em Conselho de Ministros, assenta "num modelo pouco flexível", que dificilmente dará resposta à heterogeneidade de alunos e às "tendências actuais".
"Tal como a estrutura curricular em vigor, a nova estrutura também assenta, anacronicamente, num modelo pouco flexível de gestão do currículo, típico da deficiente tradição organizacional portuguesa. Dificilmente um modelo tão rígido dará conta da heterogeneidade crescente dos alunos do secundário", afirma a APP, em comunicado.
O Governo aprovou na passada quinta-feira, na generalidade, a revisão dos currículos dos cursos científico humanísticos do ensino secundário, com o intuito de reforçar o ensino prático e experimental já a partir do próximo ano lectivo.
Em comunicado, citado pela Lusa, a APP defende que apenas sejam obrigatórias as disciplinas de formação geral, cabendo aos alunos a escolha das disciplinas de formação específica, consoante a oferta da escola.
"Dentro da mesma tradição própria da moribunda era industrial, propõe-se uma especialização disciplinar que nada tem a ver com as tendências actuais e de que é paradigmática a existência de três disciplinas exclusivamente dedicadas aos estudos literários, para além das disciplinas de Português e Línguas Estrangeiras", acrescenta a associação, referindo-se às cadeiras de Literatura Portuguesa, Literaturas de Língua Portuguesa e Clássicos da Literatura.
A APP lamenta ainda que o trabalho prático e experimental não esteja previsto para a aula de Português, exemplificando com os tempos lectivos extracurriculares criados em várias escolas para o desenvolvimento de oficinas de escrita ou oficinas gramaticais." (In Público)
E aproveito para concordar com a APP e com este parecer... e esboçar um sorrisinho amarelo em relação aos comentários atávicos dos comentadores desta notícia no referido jornal, edição on-line...
segunda-feira, 21 de maio de 2007
motivações para aprender PLE
- Luso-descendência.
- Oportunidades profissionais.
- Razões afectivas e/ou de lazer.
- Interesse pela língua e cultura portuguesas.
- Proximidade face ao espanhol.
- Imagem positiva das aulas de português.
- Interesse pelo Brasil.
- Exotismo da língua.
Mais algumas a acrescentar?
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Blogues no ensino-aprendizagem de línguas
Para aguçar o apetite, reproduzo alguns pedacinhos preferidos. A totalidade do artigo, bem como uma síntese das práticas actuais de recurso aos blogues em sala de aula, pode ser lida on-line.
"Le blogue répond avant tout à un certain besoin d’exister. Cependant, exister sur internet n’est pas suffisant, il faut être reconnu et intégré dans une communauté virtuelle. Bloguer n’est pas uniquement parler de soi, de sa vie, donner son opinion, c’est aussi et surtout interagir avec les autres internautes, créer quelque chose à plusieurs, échanger et partager ce qui a été créé. L’espace privé du début s’est transformé en espace d’échange. Les diaristes du début, auteurs de journaux intimes, continuent bien sûr à écrire publiquement leur vie. Les deux modes d’expression coexistent et correspondent à des besoins différents."
(...)
"Une communauté virtuelle est avant tout un groupe interagissant sur internet. Ce qui caractérise plus fondamentalement la communauté virtuelle, comme tout type de communauté, c’est le fait d’avoir un but ou des intérêts communs (Dillenbourg, 2003). Construire collectivement une expérience, partager des émotions ensemble, est une quête qui vaut la peine d’être vécue. À partir de ces éléments, il n’est pas difficile de reconnaitre comment cette intelligence collective se développe, ni de comprendre pourquoi on voit apparaitre à une allure phénoménale tous ces artefacts, outils cognitifs virtuels, nécessaires à ces communautés. "
(...)
"Le blogue offre à la communauté un espace peu hiérarchisé avec des outils d’interaction et de partage faciles à utiliser, invitant même à l’apprentissage. Les interactions et échanges suivent une « forme narrative et ouverte », fortement contextualisée et chargée émotionnellement, permettant ainsi une co-construction de savoirs, savoir-faire et savoir-faire sociaux. "
terça-feira, 8 de maio de 2007
Conferência Internacional sobre o Ensino do Português
Deixamos um pouco dos objectivos, retirados da página de entrada do evento:
"A Conferência Internacional sobre o Ensino do Português propõe-se reflectir, de forma alargada, pluridisciplinar e transversal, sobre os grandes problemas que hoje se colocam ao ensino do português e à sua aprendizagem em contexto escolar, sem esquecer naturalmente o lastro de enquadramentos pedagógicos e de orientações políticas que desde há algumas décadas o determinam. Dentre aqueles problemas merece destaque o deficiente domínio da língua que é evidenciado pelos nossos estudantes, tanto em exames nacionais como em estudos internacionais.
Esta é uma situação que, co-responsabilizando diversos agentes e resolvendo-se em diferentes níveis de intervenção, remete para o trabalho que na escola é feito. Isto sem esquecer que, embora sejam aqui acentuadas questões atinentes ao ensino da língua, ele não se isola do momento da aprendizagem, num processo de interacção que importa ter presente. Do mesmo modo, cabe ainda notar que a aprendizagem e o domínio da língua materna contribuem decisivamente para moldar a nossa memória colectiva e para definir o exercício de uma cidadania responsável e culturalmente activa. "
A mesma página elege como princípios estruturantes que:
• O ensino do português é entendido como preocupação colectiva e responsabilidade primeira do Estado, no quadro de uma vivência democrática e de uma consciência cívica que a todos deve implicar;
• O ensino e a aprendizagem do português interferem fortemente nos processos de formação da personalidade, de conhecimento do mundo e de diálogo com os outros;
• O domínio do português é factor determinante de acesso a outros conhecimentos que, sendo muito mais do que restritas competências, de uma forma ou de outra dele dependem;
• O ensino do português acolhe e incorpora, em conjugação com adequadas mediações pedagógicas, os resultados da investigação científica que se desenvolve em campos do saber articulados em torno da reflexão sobre a linguagem;
• O ensino e a aprendizagem do português encerram uma forte dimensão cultural, compreendendo também um significativo potencial de elaboração estética e de afirmação da identidade de quem o usa.
E se alguns destes princípios se adequam melhor à LM, não há dúvida de que são transversais, independentemente do estatuto desta língua...De acordo com o Público, "na sequência da conferência será elaborado um relatório com um conjunto de recomendações a apresentar ao poder político", afirmou Carlos Reis, salientando que a qualidade do ensino da língua "é uma verdadeira questão de Estado".
Ficamos à espera...