"Não tenhas a pretensão de ser inteiramente novo no que pensares ou disseres. Quando nasceste já tudo estava em movimento e o que te importa, para seres novo, é embalares no andamento dos que vinham detrás." Vergílio Ferreira, Pensar (1992; 226)
sábado, 5 de janeiro de 2008
Manuais escolares contêm textos incompreensíveis
O estudo foi feito no âmbito da dissertação de mestrado de Maria Regina Rocha, professora da Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, e inclui a análise de 12 manuais que, no seu conjunto, foram adoptados em mais de 94% das escolas do país. Ao todo, foram escrutinados cerca de 900 textos e seis mil perguntas.
Nesses livros, é apontada como falha maior a escassez de propostas de actividades que levem os alunos a interpretar os textos e a identificar informação que não seja explícita. Mas também o número limitado de textos presentes nos manuais, a pouca diversidade de género e a inexistência de um corpo de autores de referência a ser indicado pelo Ministério da Educação são apontados como falhas na promoção de hábitos de leitura nos mais novos.
In: SOL - http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=74291
Encontro sobre Português como Língua não Materna
Lisboa, 11 e 12 de Abril de 2008
Existem pelo menos quatro contextos diferentes em que é necessário considerar o português como língua não materna:
1) como língua de falantes nativos de outras línguas residentes em Portugal;
2) como língua de falantes que têm como língua materna uma língua indígena (e.g. crioulos, línguas africanas) em países de língua oficial portuguesa;
3) como língua de segundas e terceiras gerações de emigrantes portugueses;
4) como língua estrangeira ensinada em diferentes países.
Estas diferentes situações exigem uma política de língua concertada e colocam questões de natureza diversa. O primeiro contexto, em particular, corresponde a uma realidade relativamente recente. O facto de, nas últimas décadas, Portugal ter conhecido um crescente aumento de imigração de populações cuja língua materna não é o português, coloca questões novas, a que é necessário dar uma resposta rápida.
Assim, a Associação Portuguesa de Linguística, através deste Encontro, pretende promover a discussão de questões como as seguintes:
i) de que forma o conhecimento do funcionamento das línguas pode contribuir para um melhor ensino do português como língua estrangeira?
ii) de que forma o conhecimento dos processos de aquisição/aprendizagem de língua segunda nos ajuda a programar um ensino eficaz?
iii) quais as diferenças individuais e sociais que é necessário ter em conta para um ensino eficaz da língua não materna?
iv) de que forma a língua materna influencia a aquisição/aprendizagem da segunda língua?
v) qual o efeito do ensino explícito de L2 na velocidade e progressão do desenvolvimento de L2?
vi) quais as medidas mais eficazes para avaliar a proficiência em português L2?
vii) quais as diferenças entre a aquisição de L2 em contextos naturalísticos e instrucionais?
viii) quais os factores que contribuem para um bom domínio de L2?
ix) como adaptar o ensino de português L2 a aprendentes de diferentes faixas etárias?
x) quais as melhores formas de integração de crianças/jovens falantes nativos de diferentes línguas no ensino português?
xi) de que forma o ensino de português como L2 deve estar representado nos curricula nacionais?
xii) de que forma o ensino de português se deve adaptar às diferentes realidades nacionais?
Aceitam-se, assim, propostas de comunicações na área da aquisição/aprendizagem do português como língua não materna, descrição do Português L2, análise comparada do Português L2 e Língua(s) Nativa(s) dos falantes de Português L2, transferência linguística, ou noutras áreas de investigação em linguística que possam contribuir de forma relevante para as questões colocadas. As propostas a apresentar podem assumir quer uma perspectiva teórica, quer uma perspectiva empírica.
Os resumos não deverão exceder uma página A4 com letra 12 pt.
São aceites comunicações em português, espanhol, francês ou inglês.
Data limite para recepção dos resumos: 31 de Janeiro de 2008
Os resumos deverão ser enviados para o seguinte endereço de e-mail: mail@apl.org.pt
Conferencistas convidados:
Maria Helena Mateus (ILTEC)
Wayne O’Neil (MIT)
Informação recolhida em: http://www.apl.org.pt/f_index.htm
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Português como mercadoria económica - valerá a pena ir por aqui????
Instituto Camões e ISCTE estudam valor económico do português
O Instituto Camões (IC) está a elaborar, em parceria com o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) um estudo para determinar o valor económico da língua portuguesa, anunciou hoje a presidente do IC.
“Estamos a elaborar um estudo com o ISCTE que terá a duração de dois anos. No primeiro, pretendemos determinar o valor económico da língua portuguesa, e no segundo o seu peso económico”, disse aos jornalistas Simonetta Luz Afonso à margem do colóquio “Políticas e Práticas de Ensino de Português para as Comunidades Portuguesas”, que decorre hoje e amanhã em Lisboa.
De acordo com a responsável este estudo surgiu na sequência da necessidade de se “quantificar o valor económico da língua portuguesa, que se sabe que existe”.
“Recebemos muita informação dos leitorados nas universidades estrangeiras que nos permite perceber que há uma procura crescente pelo português, onde tradicionalmente não se ensina língua portuguesa”, afirmou a presidente do IC.
De acordo com Simonetta Luz Afonso, o ensino da língua portuguesa está a ser muito procurado em cursos como Economia, Direito, Arquitectura, Engenharia, Jornalismo, Medicina, entre outros.
Novas oportunidades de trabalho
“Essa procura fez-nos pensar que tem a ver com o interesse que a língua portuguesa tem para as novas oportunidades de trabalho e pela procura de novos mercados, porque quem vende tem de falar a língua de quem compra”, afirmou.
“A língua portuguesa é uma língua que permite trabalhar e negociar fora da Europa e a União Europeia tem de olhar para as línguas de dois pontos de vista: as que têm mais falantes e as que permitem trabalhar fora da Europa”, defendeu a responsável.
Nesse sentido, Simonetta Luz Afonso sublinhou que o português “não é apenas a língua de 10 milhões habitantes que vivem na Europa”, mas de mais de 200 milhões em todo o mundo.
Relativamente ao Ensino de Português no Estrangeiro (EPE), que vai passar para a tutela do IC durante 2008, Simonetta Luz Afonso adiantou que vai precisar de “um ano para inserir o ensino básico e secundário a partir do momento em que receber os ‘dossiers’ e o orçamento do EPE”.
“Vamos também pensar o que vamos fazer em cada um dos países. Cada universidade onde estamos tem a sua política própria e com o ensino básico e secundário é a mesma coisa. Cada país tem as suas regras”, afirmou.
O colóquio “Políticas e Práticas de Ensino de Português para as Comunidades Portuguesas” termina quarta-feira e conta com a participação de coordenadores do ensino no estrangeiro, conselheiros das comunidades e especialistas.
Ler tudo no Público: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1314190 (18 de Dezembro de 2007).
PS_ Leiam também os comentários dos leitores e só ficarão a ganhar!!!!!!!!!
APETECIA-ME GRITAR COM O RÉGIO: "Não, não vou por aí!"
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domingo, 9 de dezembro de 2007
Miguel Sousa Tavares e a "sua" forma de fazer política linguística
"PS - Há mais de dez anos que vivemos com esta espada suspensa sobre a cabeça: quando não têm mais nada com que se entreter para exibir a sua importância, os senhores da Academia das Ciências e os ministros dos Estrangeiros gostam de nos ameaçar com o acordo ortográfico, cujo objectivo único é por-nos a escrever como os brasileiros, assim lhes facilitando a sua penetração e influência nos países de expressão portuguesa. Como disse Vasco Graça Moura, o acordo é um "diktat" neo-colonial, em que o mais forte (o Brasil) determina a sua vontade ao mais fraco (Portugal). Alguém imagina os Estados Unidos a ditarem à Inglaterra as regras ortográficas da língua inglesa? Ou o Canadá a ditar as do francês à França ou a Venezuela as do espanhol a Espanha?
Dizem que isto vai facilitar a penetração da literatura portuguesa no Brasil, mas ninguém perguntou a opinião aos autores portugueses. Há quatro anos atrás, publiquei um livro no Brasil e, contra a opinião de alguns 'sábios' e as várias insistências da editora brasileira, o livro reza assim na ficha técnica: "A pedido do autor, foi mantida a grafia da edição original portuguesa". Apesar dos agoiros de desastre que essa teimosia minha implicaria, o livro vendeu até hoje cerca de 50.000 exemplares no Brasil. Perdoem-me a imodéstia, mas orgulho-me de ter feito bem mais pela nossa língua no Brasil do que todos esses que se dispõem a vendê-la como coisa velha e descartável."
In: Expresso - http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/175230
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Há notícias que não compreendo :(
Língua Portuguesa vai dispor de portal a partir de meados do próximo ano
A Língua Portuguesa vai dispor, a partir do segundo semestre do próximo ano, de um portal – Lingu@e – que visa pensar a língua em termos práticos, como disse ontem Rui Machete. O presidente da Fundação Luso-Americana de Desenvolvimento (FLAD) falava em Lisboa, no âmbito do protocolo ontem assinado entre esta fundação, o Instituto Camões e o Gabinete em Portugal do Parlamento Europeu, que tornará possível colocar o portal na Internet.
Actualmente o portal, “em fase bastante embrionária”, como disse Rui Vaz, do Instituto Camões, está ligado ao site deste instituto, http://www.instituto-camoes.pt. A sua presidente, Simonetta Luz Afonso, disse à Lusa que “em finais de Maio, princípios do segundo semestre, o portal entrará em funcionamento pleno”.
A responsável salientou que o português, sendo falado “por apenas 10 milhões de pessoas na Europa, é falado por 230 milhões no mundo”, sendo a terceira língua europeia mais falada internacionalmente. Este portal visa debater o Português no âmbito da problemática do multilinguismo europeu e “como a Língua Portuguesa e outras línguas comunitárias globais podem ser instrumento de projecção das relações exteriores da União Europeia”.
Paulo de Almeida Sande, do Gabinete em Portugal do Parlamento Europeu, referiu, a propósito, que esta assembleia parlamentar “é um exemplo de como conciliar 23 línguas ofi ciais diferentes” e que o portal permitirá “registar” grande parte do debate que se faz a propósito do multilinguismo. “Será um instrumento não só de diálogo como um repositório de documentos produzidos pelos vários debates que se têm feito sobre o multilinguismo”, disse. O portal terá sete temas de debate, cada um com um coordenador específico.
Basílio Horta, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, coordenará o tema Língua e comércio externo e o escritor Vasco Graça Moura coordenará Língua e Pensamento. Outros coordenadores são Rui Machete, para Língua e Governação, a linguista Edite Estrela, para Novas Políticas de Ensino, Rui Marques, alto-comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural, para Língua, Identidade e Inclusão, e Ronald Grätz, director do Instituto Alemão em Lisboa, para Indústrias da Língua e Intercomunicação.
O portal, que “terá um domínio próprio na Internet” e não dependerá do sítio do Instituto Camões, como disse Rui Vaz, integra-se no Ano Europeu da Diversidade Cultural, que é celebrado no próximo ano. Rui Machete sublinhou “o signifi cado importante” deste portal, que permite “pensar a língua em termos práticos”. “Pensar a língua não apenas como a de [Luís] Camões ou [Fernando] Pessoa, mas como instrumento vital na divulgação das identidades nacionais, instrumento político e económico”, afirmou. Por outro lado, o portal dará à Língua Portuguesa o estatuto correspondente ao seu número de falantes no mundo
in: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1312701
===== Alguém me explica o que é isto de um portal e para que serve? =====
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domingo, 11 de novembro de 2007
Acordo ortográfico: o que muda?
7 das alterações propostas no acordo ortográfico:
- os H de início de palavra cairão: os portugueses deixarão, por exemplo, de escrever «húmido» para usar a nova ortografia - «úmido».
- desaparecem também da actual grafia em Portugal o c e o p nas palavras em que estas letras não são pronunciadas, como em «acção», «acto», «baptismo» e «óptimo».
- o trema utilizado pelos brasileiros desaparece completamente e ao hífen acontece o mesmo quando o segundo elemento da palavra comece com s ou r, casos em que estas consoantes devem ser dobradas, como em «antirreligioso» e «contrarregra».
- apenas quando os prefixos terminam em r se mantém o hífen. Exemplos: hiper-realista, super-resistente.
- o acento circunflexo sai também de cena nas paroxítonas (palavras com acento tónico na penúltima sílaba) terminadas em o duplo («vôo» e «enjôo»), usado na ortografia do Brasil, mas não na de Portugal, e da terceira pessoa do presente do indicativo ou do conjuntivo de «crer», «ler», «dar», «ver» e os seus derivados. Passará a escrever-se: «creem, leem, deem e veem».
- no Brasil, o acento agudo deixará de usar-se nos ditongos abertos ei e oi de palavras paroxítonas como «assembleia» e «ideia».
- com a incorporação do k, w e y, o alfabeto deixará de ter 23 letras para ter 26.
As modificações propostas no Acordo devem alterar 1,6 por cento do vocabulário de Portugal e 0,45 por cento das palavras do Brasil.
Fonte: Jornal Sol
domingo, 28 de outubro de 2007
O Português é uma língua muito... "SEXY"?
Um pouco de uma entrevista com ela, onde fala da sua relação com o PLE:
JN|Como recorda a experiência de filmar em Portugal?
Emmanuelle Seigner|Fiz mesmo um filme em português. Aprendi português para fazer "Os Imortais". Foi óptimo. Portugal é um país muito bonito. Sintra é uma maravilha. Foi uma experiência enriquecedora entrar num filme português e um grande desafio ter de aprender a língua. Não é uma língua fácil de aprender.
Ainda fala alguma coisa?
Não. O que aprendi foi foneticamente. O resultado não foi nada mau. A vossa língua é muito sexy.
Retirado de: http://jn.sapo.pt/2007/10/28/cultura/a_vossa_lingua_e_muito_sexy.html
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
nasce mais um blogue PLE: Falar pelos Cotovelos
pretende ser um espaço de divulgação das produções em PLE daqueles cotovelos berlinenses!
passem por lá e espalhem a palavra... afinal, palavra puxa palavra...
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
E esta hein???? "Governador brasileiro proíbe utilização do gerúndio"
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, demitiu por decreto o uso do gerúndio nos órgãos do governo e proibiu o uso do gerúndio para desculpa de ineficiência.
O político alegou que perdeu a paciência com alguns assessores que estão sempre «fazendo, providenciando, estudando, preparando, encaminhando», mas nunca concluem um trabalho ou estabelecem um prazo para a sua finalização.
José Mário Costa, jornalista e responsável pelo site Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, disse à agência Lusa que a medida adoptada só pode ser vista como «simbólica» e com «piada».
Também a professora e linguista Regina Rocha, do Ciberdúvidas, considera que o decreto apenas é válido num contexto político. «O gerúndio é uma forma verbal que sugere duração e prolongamento da acção» e é uma «construção que vem do português antigo», acrescentou.
Estes dois especialistas recordam que em Portugal o gerúndio caiu em desuso, utilizando-se, em seu lugar, o infinitivo. «Ou seja, em vez de dizermos 'estou fazendo', dizemos 'estou a fazer'», exemplificou.
Regina Rocha esclareceu que a própria fonética dos verbos conjugados no gerúndio transmite a ideia de prolongamento, dado que têm mais sílabas.
Sobre a ideia do governador brasileiro, José Mário Costa defendeu a existência de orientações do ponto de vista ortográfico a serem seguidas, nomeadamente pelas entidades públicas, jornais e televisões.
O jornalista deu como exemplo o erro comum de abreviar os números ordinais.
Lusa/SOL (in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=58704)
terça-feira, 21 de agosto de 2007
quem é o povo? pode-se falar em aviltar a língua?
Gomes Monteiro e Costa Leão,
A Vida Misteriosa das Palavras
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Português e espanhol no Cone Sul
| DATA LIMITE DE INSCRIÇÃO: 10/AGOSTO/2007 I OLIMPÍADA PORTUGUÊS-ESPANHOL DO MERCOSUL (como línguas estrangeiras)
A Associação dos Professores de Português de Misiones, o Gabinete de Português da Faculdade de Humanidades e Ciências Sociais da Universidade Nacional de Misiones e a COPRACyT do Conselho Geral de Educação têm a honra de convidar a todos os Estabelecimentos que Ensinam o Português e o Espanhol como Línguas Estrangeiras nos países integrantes do Mercosul a participar da "I OLIMPÍADA DE PORTUGÛES - ESPANHOL DO MERCOSUL" a realizar-se no dia 7 de Setembro de 2007 em Posadas - Misiones - Argentina.
Poderão participar até dois alunos do Ensino Fundamental (1ª a 4ª série e 5ª a 8ª série) e Ensino Médio (ou seus equivalentes) por Categoria –Principiante e Avançado- e Nível –I e II- de escolas, públicas ou privadas que ministram aulas nas referidas disciplinas e programas autorizados pelas Secretarias Estaduais / Municipais de Educação ou CEE.
Consulte o Regulamento Completo e o Temário acessando: http://www.cgepm.gov.ar/copracyt/olimpiada_portugues_espanol.htm
Correio eletrônico para consultas e inscrições:
Agradecemos antecipadamente seu interesse, participação e divulgação deste evento.
|
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Concurso para ensino de PLE
... e as categorias nomeadas são:
- Concurso para contratação no ensino português no estrangeiro (EPE).
- Selecção de licenciados para a docência na Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.
- Selecção de licenciados para o ensino de português em Timor-Leste.
Prazo da candidatura: 19 a 25 de Julho.
Nota pessoal: como professora a viver na Alemanha, não me posso candidatar a este país... o boletim de candidatura on-line encarrega-se de cruzar a informação da minha licenciatura (ensino de Português e Francês) e da área consular a que me candidato (ok, é Berlin) e declara-me, automaticamente, inapta para a actividade docente neste país! Bestial: poupa-me o tempo de realização das provas de capacidade linguística e os esforços de auto-avaliação! Vive les nouvelles technologies! Ah, e também não reconhece que as pessoas possam ter um grau académico superior a licenciatura... c'est la vie! ou bien l'incompetence!!!!
VI Congresso Internacional da SIPLE
"É com satisfação que convocamos todos aqueles interessados nas diferentes questões relacionadas ao ensino e à aprendizagem de PLE para compartilharem suas reflexões, inquietações, experiências e pesquisas, durante o VI Congresso Internacional da SIPLE.
O tema deste evento tem ocupado, nos últimos anos, lugar de destaque em inúmeros trabalhos relacionados ao ensino/aprendizagem de língua estrangeira. No entanto, ainda há muito para ser feito no que se refere à fundamentação teórica e metodológica, uma vez que sabemos que os contextos e as experiências não são os mesmos. Baseados nessa constatação é que o colocamos no centro das nossas discussões. "
Para saber mais: http://www.ufscar.br/siple/congresso/
quinta-feira, 28 de junho de 2007
A Sintaxe das Construções com SE no Português do Brasil
O livro trata de um caso bem específico e controverso da língua portuguesa - o pronome SE, como se pode ler no prefácio de Ataliba Teixeira de Castilho.
Maria do Socorro Pessoa, brasileira de origem, a concluir um pós-doutoramento na Universidade de Aveiro, referiu a relevância da obra «para o acervo de todos aqueles que se interessam pela compreensão da língua portuguesa em toda a sua heterogeneidade e em toda a sua diversidade, acrescentando que esta «traz uma ferramenta indispensável para a ultrapassagem do preconceito linguístico, máscara de todos os outros preconceitos religiosos, étnicos, sócio-culturais e sócio-económicos».
Para Paulo Osório, professor auxiliar da Universidade da Beira Interior e um dos autores, «a obra vem colmatar uma lacuna importante na produção de materiais didácticos para o português como língua estrangeira». E acrescenta: «Um dos princípios em que acredito é o de que a apresentação da Lusofonia como uma comunidade vibrante, em todas as suas variantes, é sempre uma boa estratégia de divulgação e de difusão da língua e da cultura portuguesa».
In: http://www.instituto-camoes.pt/encarte/encarte113g.htm
ver também: http://www.terminometro.info/modules/articles/accueil/index.php?lng=pt&id=4997&ln=fr
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Mira Mateus e o PLE-RJ
quinta-feira, 21 de junho de 2007
IV PLE - Rio de Janeiro
Os Encontros de Português Língua Estrangeira do Rio de Janeiro – PLE-RJ – constituem uma iniciativa conjunta da PUC-Rio, da UFRJ e da UFF com o intuito de reunir anualmente professores, pesquisadores, estudantes e outros interessados em Português para Estrangeiros, promovendo um amplo intercâmbio do que está sendo feito na área.
Trata-se de um evento itinerante, acontecendo a cada ano em uma das três instituições participantes, sempre organizado conjuntamente. Em 2006, fechou-se um ciclo com a realização do PLE-RJ III que terá a sua quarta edição em setembro de 2007, pela segunda vez na PUC-RIo.
O PLE-RJ foi idealizado como um evento regional que fornecesse contribuições e divulgação para eventos nacionais e internacionais da área, vindo a adquirir um alcance inesperado pela participação de profissionais de vários estados do Brasil e, mesmo, de alguns países da América Latina e de Portugal.
O evento congrega todas as vertentes de interesse do Português para Estrangeiros como: experiências de ensino presencial e à distância, pesquisa acadêmica individual e institucional, produção de material e formação de professores.
O tema deste ano Português para Estrangeiros: territórios e fronteiras visa conjugar esforços no sentido de trazer para a mesa de discussão as questões, tão presentes nos dias de hoje, referentes a uma certa desvinculação entre espaço geográfico, nacionalidade e língua, bem como colocar o foco na questão metafórica dos territórios que constituem a área de estudos e pesquisa do Português para estrangeiros, e a sua prática profissional quotidiana.
Esperamos que o encontro de setembro de 2007 constitua uma oportunidade para trocas relevantes entre todos aqueles que fazem a área de Português para Estrangeiros no Rio de Janeiro ou em outras localizações geográficas.
In http://www.letras.puc-rio.br/ple/apresentacao.htm. Consultar o site para mais informações.
terça-feira, 19 de junho de 2007
Omenajem Hortográfica
Francisco José Viegas, Escritor
Asenhora menistra da Educação açegurou ao presidente da República que, em
futuras provas de aferissão do 4.º e do 6.º anos de iscolaridade, os critérios
vão ser difrentes dos que estão em vigor atualmente. Ou seja os erros
hortográficos já vão contar para a avaliassão que esses testes pretendem
efetuar. Vale a pena eisplicar o suçedido, depois de o responçável pelo
gabinete de avaliassões do Menistério da Educação ter cido tão mal comprendido
e, em alguns cazos, injustissado. Quando se trata de dar opiniões sobre
educassão, todos estamos com vontade de meter o bedelho. Pelo menos.
Como se sabe, as chamadas provas de aferissão não são izames propriamente ditos
limitão-se a aferir, a avaliar - sem o rigôr de uma prova onde a nota conta
para paçar ou para xumbar ao final desses ciclos de aprendizagem. Servem para
que o menistério da Educação recolha dados sobre a qualidade do encino e das
iscólas, sobre o trabalho dos profeçores e sobre as competênssias e
deficiênçias dos alunos.
Quando se soube que, na primeira parte da prova de Português, não eram levados
em conta os erros hortográficos dados pelos alunos, logo houve algumas vozes
excandalisadas que julgaram estar em curso mais uma das expriências de
mudernização do encino, em que o Menistério tem cido tão prodigo. Não era o
caso porque tudo isto vem desde 2001. Como foi eisplicado, havia patamares no
primeiro deles, intereçava ver se os alunos comprendiam e interpetavam
corretamente um teisto que lhes era fornessido. Portantos, na correção dessa
parte da prova, não eram tidos em conta os erros hortográficos, os sinais
gráficos e quaisqueres outros erros de português excrito. Valorisando a
competenssia interpetativa na primeira parte, entendiasse que uma ipotetica
competenssia hortográfica seria depois avaliada, quando fosse pedido ao aluno
que escrevê-se uma compozição. Aí sim, os erros hortográficos seriam, digamos,
contabilisados - embora, como se sabe, os alunos não sejam penalisados: á horas
pra tudo, quer o Menistério dizer; nos primeiros cinco minutos, trata-se de
interpetar; nos quinze minutos finais, trata-se da hortografia.
Á, naturalmente, um prublema, que é o de comprender um teisto através de uma
leitura com erros hortográficos. Nós julgáva-mos, na nossa inoçência, que
escrever mal era pensar mal, interpetar mal, eisplicar mal. Abreviando e
simplificando, a avaliassão entende que um aluno pode dar erros hortográficos
desde que tenha perssebido o essencial do teisto que comenta (mesmo que o
teisto fornessido não com tenha erros hortográficos). Numa fase posterior,
pedesse-lhe "Então, criançinha, agora escreve aí um teisto sem erros
hortográficos." E, emendando a mão, como já pedesse-lhe para não dar erros, a
criancinha não dá erros.
A questão é saber se as pessoas (os cidadões, os eleitores, os profeçores, "a
comonidade educativa") querem que os alunos saião da iscóla a produzir
abundãnssia de erros hortográficos, ou seja, se os erros hortográficos não téêm
importânssia nenhuma - ou se tem. Não entendo como os alunos podem amostrar "que
comprenderam" um teisto, eisplicando-o sem interesar a cantidade de erros
hortográficos. Em primeiro lugar porque um erro hortográfico é um erro
hortográfico, e não deve de haver desculpas. Em segundo lugar, porque obrigar
um profeçor a deixar passar em branco os erros hortográficos é uma injustiça e
um pressedente grave, além de uma desautorizassão do trabalho que fizeram nas
aulas. Depois, porque se o gabinete de avaliassão do Menistério quer saber como
vão os alunos em matéria de competenssias, que trate de as avaliar com os
instromentos que tem há mão sem desautorisar ou humilhar os profeçores.
Peçoalmente, comprendo a intensão. Sei que as provas de aferissão não contam
para nota e hádem, mais tarde, ser modificadas. Paço a paço, a hortografia háde
melhorar.
Francisco José Viegas escreve no JN, semanalmente, às segundas-feiras
In: JN; 04.06.2007
quarta-feira, 30 de maio de 2007
e como nem só de PLE vive o blogue...
"A Associação de Professores de Português (APP) considerou hoje que a revisão curricular do ensino secundário, aprovada na quinta-feira em Conselho de Ministros, assenta "num modelo pouco flexível", que dificilmente dará resposta à heterogeneidade de alunos e às "tendências actuais".
"Tal como a estrutura curricular em vigor, a nova estrutura também assenta, anacronicamente, num modelo pouco flexível de gestão do currículo, típico da deficiente tradição organizacional portuguesa. Dificilmente um modelo tão rígido dará conta da heterogeneidade crescente dos alunos do secundário", afirma a APP, em comunicado.
O Governo aprovou na passada quinta-feira, na generalidade, a revisão dos currículos dos cursos científico humanísticos do ensino secundário, com o intuito de reforçar o ensino prático e experimental já a partir do próximo ano lectivo.
Em comunicado, citado pela Lusa, a APP defende que apenas sejam obrigatórias as disciplinas de formação geral, cabendo aos alunos a escolha das disciplinas de formação específica, consoante a oferta da escola.
"Dentro da mesma tradição própria da moribunda era industrial, propõe-se uma especialização disciplinar que nada tem a ver com as tendências actuais e de que é paradigmática a existência de três disciplinas exclusivamente dedicadas aos estudos literários, para além das disciplinas de Português e Línguas Estrangeiras", acrescenta a associação, referindo-se às cadeiras de Literatura Portuguesa, Literaturas de Língua Portuguesa e Clássicos da Literatura.
A APP lamenta ainda que o trabalho prático e experimental não esteja previsto para a aula de Português, exemplificando com os tempos lectivos extracurriculares criados em várias escolas para o desenvolvimento de oficinas de escrita ou oficinas gramaticais." (In Público)
E aproveito para concordar com a APP e com este parecer... e esboçar um sorrisinho amarelo em relação aos comentários atávicos dos comentadores desta notícia no referido jornal, edição on-line...
segunda-feira, 21 de maio de 2007
motivações para aprender PLE
- Luso-descendência.
- Oportunidades profissionais.
- Razões afectivas e/ou de lazer.
- Interesse pela língua e cultura portuguesas.
- Proximidade face ao espanhol.
- Imagem positiva das aulas de português.
- Interesse pelo Brasil.
- Exotismo da língua.
Mais algumas a acrescentar?