quarta-feira, 23 de abril de 2008

Saramago, a Língua Portuguesa e o Acordo Ortográfico

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“Sou um sentimental”


Ladeado pelo ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, e pelo comissário da exposição, Fernando Gómez Aguilera, também director cultural da Fundação César Manrique, José Saramago, 85 anos, manifestou-se “muito feliz por estar em Portugal”.

“Eu tenho uma reputação de ser uma pessoa seca, dura, antipática e de ser vaidoso. Mas eu sou um sentimental”, observou, recordando as razões que o levaram a sair do país em 1993: “Fui tratado injustamente nesta nossa terra e sofria.”

“Este país é o exemplo de algumas coisas negativas, mas é o meu país. Descobri, há pouco tempo, que a língua mais bonita do mundo é o português. Talvez por viver no estrangeiro, comecei a saborear as palavras e a reconhecer a sua beleza melódica”, salientou o escritor.

Acordo Ortográfico pouco importante

Para José Saramago, “a língua é o ar que respiramos” e “há uma grande responsabilidade da comunicação social na defesa da língua portuguesa, a de Camões”.

Sobre as polémicas que tem suscitado o Acordo Ortográfico, Saramago comentou que já foi contra e já foi a favor, mas que, fundamentalmente, esta nova reforma “é uma operação estética à língua”, e vai continuar a escrever da mesma forma, “e os revisores que tratem disso”.

“Haverá facções contra e favor, mas não é tanto importante como a língua se apresenta, mas o que diz, o que propõe”, salientou, defendendo que “há que voltar a escrever bem, o que não é um defeito nem ser pretensioso”, ironizou.

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Ler a notícia na íntegra no Público on-line, 23 de Abril de 2008!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Novidades

L’équipe de rédaction de la revue Les Langues Modernes a le plaisir de vous annoncer la parution du n°1/2008 :

« L'intercompréhension»

*SOMMAIRE*

Éditorial, par Bernard DELAHOUSSE et Marie-Pascale HAMEZ
Clin d'oeil, par Benoît CLIQUET
La note du Président de l'APLV, par Sylvestre VANUXEM


* Dossier "L'intercompréhension", coordonné par Christian DEGACHE & Silvia MELO


- Introduction du dossier : un concept aux multiples facettes par Christian DEGACHE & Silvia MELO
- Que peut apporter la didactique de l'intercompréhension aux systèmes éducatifs européens ? par Franz-Joseph MEISSNER

- Les enseignants d'allemand et le plurilinguisme par Françoise CROCHOT

- Le projet VRAL par Sandrine CADDEO & Dominique CHOPARD
- Itinéraires romans par Dolorès ALVAREZ et Manuel TOST
- Programme de formation et parcours personnels d'apprentissage professionnel par
Ana Sofia PINHO et Ana Isabel ANDRADE
- Intégrer l'intercompréhension à l'université par Encarnacion CARRASCO PEREA
& Christian DEGACHE et Yasmin PISHVA
- Au-delà des familles de langues : le projet Eu&I, par Maria Filomena CAPUCHO & Katja PELSMAEKERS


Suite du dossier sur le site
www.APLV-LanguesModernes.org (réservé aux abonnés, accès codé)
- Le programme Sapir par Mélisandre CAURE, Tilman CHAZAL & Jean-Emmanuel TYVAERT

- Former des professeurs de langues par et pour l'intercompréhension par Monica
BASTOS & Maria Héléna ARAUJO E SA
- De l'exploitation des genres textuels et types discursifs par Araceli GOMEZ FERNANDEZ
& Isabel UZCANGA VILAR

*Hors-thème
- La simulation globale historique par Jérôme BELIARD & Guillaume GRAVE-ROUSSEAU

*Comptes-rendus de lecture
- Les Etats du monde de Michel ARROUAYS, par Daniel THOMIERES

- Histoires de famille/Historias de familias de Jocelyne ACCARDI, par Catherine D'HUMIERES

*C'était il y a ...
- Voltaire Polyglotte, il y a 99 ans dans Les Langues Modernes, par Francis WALLET
*Livres reçus, par Jean-François BROUTTIER



Commandes au numéro et abonnements auprès de l'APLV: 01.47.07.94.82,
http://www.APLV-LanguesModernes.org
Courriel : aplv.lm@gmail.com

terça-feira, 25 de março de 2008

Problemas de expressão???

Ver o vídeo e rebolar de rir... de passagem, tentar identificar todos os problemas... um bom exercício para falantes de PLE (e nem só!!!!)

sexta-feira, 21 de março de 2008

Para quem o Português não é Língua Estrangeira

Acabo de comprar (e ver) um DVD que interessa, na minha humilde opinião, a todos que falam ou se interessam pelo Português, seja como LNM, LE, L2 ou como LM. Foi produzido a partir de programas criados pelo Canal Futura, um canal de "cultura" de excelente qualidade que, infelizmente, só é veiculado (ou quase totalmente) em canais por cabo. Felizmente, fizeram o DVD do qual eu passo à publicidade, sem que isso represente qualquer tipo de interesse financeiro para mim ou para este blog. Apenas por que interessa saber da existência desse tipo de materiais.

Acrescento, também, o comentário crítico encontrado aqui.

  • Umas Palavras

  • BIA CORRÊA DO LAGO


    Este DVD duplo consiste nos melhores programas Umas Palavras exibidos pela canal Futura e comandados pela psicanalista e escritora Bia Corrêa do Lago. Inclui dez grandes entrevistas com os prosadores e poetas: José Eduardo Agualusa, Sérgio Sant´Anna, Lya Luft, Mia Couto, Ronaldo Correia de Brito, Affonso Romano de Sant´Anna, Ferreira Gullar, Augusto de Campos, Arnaldo Antunes e Antônio Cícero. Umas Palavras revela como cada autor produz seus trabalhos, os processos de criação de cada um com as infinitas possibilidades da nossa língua.
Comentário:
Antes do elogiado Entrelinhas da TV Cultura, alguém já vinha falando de literatura na televisão. Para quem não acompanha a programação do Canal Futura, Bia Corrêa do Lago preparou um DVD duplo com as melhores entrevistas do seu Umas Palavras. Um disco só para poetas e outro só para prosadores. Em tempos de Flip, Bia já passou por escritores tradicionalmente resistentes e por entrevistados duros-na-queda. Talvez por ser filha de Rubem Fonseca, Bia saiba muito bem lidar com essas criaturas por vezes arredias, reticentes e, às vezes até, agressivas. Sutilmente, com algumas pequenas intervenções, Bia Corrêa do Lago conduz a conversa sempre em alto nível, “soltando” devagar o entrevistado, catalogando revelações e arrancando sorrisos até de gente geralmente séria como Sergio Sant’Anna e Ferreira Gullar. Sem um impulso preferencialmente crítico, Bia junta desde criadores da língua como Mia Couto até autores de best-sellers como Lya Luft; desde contistas promissores como Ronaldo Correia de Brito até letristas de MPB como Antonio Cicero; desde poetas (e cronistas) como Affonso Romano de Sant’Anna até verdadeiros performers literários como José Eduardo Agualusa. No DVD do Umas Palavras, são dez entrevistas no total. Com menos de meia hora cada uma, é possível assistir a um disco todo numa sentada, porque o papo flui, livre de academicismos e acima das picuinhas do mundo literário. Mesmo figuras tarimbadas que parecem repetir sempre a mesma entrevista para diferentes veículos, no Umas Palavras, têm alguma coisa nova para falar. Sergio Sant’Anna, por exemplo, falou do filho, o também escritor André Sant’Anna; e Affonso Romano de Sant’Anna, outro exemplo, sobre o duplo papel do escritor: de guardião da literatura, da língua, e de colaborador de jornal, comunicador, porta-voz do prosaico. São esses instantes que fazem do Umas Palavras uma iniciativa indispensável. E, ah, já está começando uma nova temporada...

terça-feira, 11 de março de 2008

Colóquio de Didáctica das Línguas-Culturas

Título da comunicação: O Blogue no desenvolvimento da competência plurilingue e intercultural: "falar pelos cotovelos" em Berlim

Resumo

O desenvolvimento de uma competência plurilingue (CP) e intercultural (CI) tem sido colocado como problemática ao nível das práticas de comunicação electrónica, nomeadamente quando integradas em contextos formais de ensino-aprendizagem de línguas-culturas. Destacam-se, numa perspectiva exolingue, sobretudo estudos relativos a fóruns de discussão, a chats e a e-mail, sendo, até ao momento, raros os estudos que tomam o blogue como espaço pedagógico-didáctico de desenvolvimento daquelas competências (por exemplo, Ferrão-Tavares, 2007). Com base neste breve enquadramento, o nosso estudo visa, depois de uma breve explicitação das características deste género electrónico:

- definir “blogue pedagógico-didáctico” à luz das recomendações do QECRL em termos de desenvolvimento da CP e da CI;
- inventariar marcas de dialogismo plurilingue e intercultural observáveis em blogues daquela natureza;
- exemplificar aquelas marcas a partir de um estudo de caso: o bogue “Falar pelos cotovelos”, desenvolvido para o ens-aprend. de Português como LE, em Berlin, junto de aprendentes adultos de nível C1 do QECRL.

(esta apresentação decorrerá durante o Colóquio que dá título a este post, entre 4 e 5 de Abril, na Universidade do Minho)

sábado, 8 de março de 2008

PL2/PLE: do Brasil para as ex-colônias portuguesas


Colonizado pelos portugueses durante 455 anos, Timor Leste manteve-se fiel à língua e à cultura ibérica. Em 1975, sucumbiu à dominação da Indonésia. Nos 24 anos seguintes, até o plebiscito do ano passado, quando conquistaram a independência nas urnas, os timorenses foram proibidos de comunicar-se em português. Hoje, milhares de adolescentes desconhecem o vocabulário que pais e avós aprenderam na escola.

Esse desvio incomodava o, então, presidente do Conselho Nacional da Resistência Timorense, Xanana Gusmão. Prisioneiro político durante a dominação indonésia, Gusmão, ao visitar o Brasil, entusiasmou-se com um curso da Universidade de Brasília (UnB) destinado a formar especialistas no ensino do português falado no Brasil para estrangeiros. Ele encomendou um projeto para devolver a língua aos jovens - não com o sotaque dos colonizadores. Gusmão também acertou com a Fundação Roberto Marinho a ajuda do Telecurso.

Um grupo de professores da UnB seguiu para Timor Leste no fim do ano 2001. "A demanda por professores que ensinem o português do Brasil é alta, especialmente nos países do Mercosul", dizia Enilde Faulstich, idealizadora do curso e chefe do Departamento de Lingüística, Línguas Clássicas e Vernácula da UnB. No curso da UNB os alunos se habilitam também a lecionar para índios brasileiros, deficientes auditivos, surdos-mudos e comunidades de estrangeiros residentes no Brasil. Com 97 alunos, a primeira turma formou-se em 2001.

Além do acordo com Timor Leste, Enilde articula com o Itamaraty um programa para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. No mesmo ano, professores de Guiné Bissau, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde vieram conhecer o curso.

Nesses países, o português é o idioma oficial. Na linguagem corrente, contudo, prevalecem o crioulo e outros dialetos. Os mestres africanos querem montar um programa capaz de inverter a equação. E popularizar nas ruas o som do Brasil.

Matéria tirada daqui.

Hoje, algumas coisas mudaram, em Cabo Verde, por exemplo, há projetos de EAD com formação de professores partindo tanto de Portugal, Universidade de Aveiro, como de instituições francófonas, caso da AUF - Agencia Universitária de Francofonia, que financia um projeto de ensino de Português, paralelamente com o Francês, entre Cabo Verde e Senegal.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Manuais escolares contêm textos incompreensíveis

Não é sobre PLE mas subscrevo e alargo o domínio de abrangência da notícia: "A maioria dos manuais de Português do 4.º ano não contribui para os alunos perceberem o que lêem e contém textos incompreensíveis. É esta a conclusão do primeiro grande estudo sobre manuais escolares realizado em Portugal."

O estudo foi feito no âmbito da dissertação de mestrado de Maria Regina Rocha, professora da Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, e inclui a análise de 12 manuais que, no seu conjunto, foram adoptados em mais de 94% das escolas do país. Ao todo, foram escrutinados cerca de 900 textos e seis mil perguntas.

Nesses livros, é apontada como falha maior a escassez de propostas de actividades que levem os alunos a interpretar os textos e a identificar informação que não seja explícita. Mas também o número limitado de textos presentes nos manuais, a pouca diversidade de género e a inexistência de um corpo de autores de referência a ser indicado pelo Ministério da Educação são apontados como falhas na promoção de hábitos de leitura nos mais novos.

In: SOL - http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=74291

Encontro sobre Português como Língua não Materna

Associação Portuguesa de Linguística
Lisboa, 11 e 12 de Abril de 2008

Existem pelo menos quatro contextos diferentes em que é necessário considerar o português como língua não materna:

1) como língua de falantes nativos de outras línguas residentes em Portugal;
2) como língua de falantes que têm como língua materna uma língua indígena (e.g. crioulos, línguas africanas) em países de língua oficial portuguesa;
3) como língua de segundas e terceiras gerações de emigrantes portugueses;
4) como língua estrangeira ensinada em diferentes países.

Estas diferentes situações exigem uma política de língua concertada e colocam questões de natureza diversa. O primeiro contexto, em particular, corresponde a uma realidade relativamente recente. O facto de, nas últimas décadas, Portugal ter conhecido um crescente aumento de imigração de populações cuja língua materna não é o português, coloca questões novas, a que é necessário dar uma resposta rápida.

Assim, a Associação Portuguesa de Linguística, através deste Encontro, pretende promover a discussão de questões como as seguintes:
i) de que forma o conhecimento do funcionamento das línguas pode contribuir para um melhor ensino do português como língua estrangeira?
ii) de que forma o conhecimento dos processos de aquisição/aprendizagem de língua segunda nos ajuda a programar um ensino eficaz?
iii) quais as diferenças individuais e sociais que é necessário ter em conta para um ensino eficaz da língua não materna?
iv) de que forma a língua materna influencia a aquisição/aprendizagem da segunda língua?
v) qual o efeito do ensino explícito de L2 na velocidade e progressão do desenvolvimento de L2?
vi) quais as medidas mais eficazes para avaliar a proficiência em português L2?
vii) quais as diferenças entre a aquisição de L2 em contextos naturalísticos e instrucionais?
viii) quais os factores que contribuem para um bom domínio de L2?
ix) como adaptar o ensino de português L2 a aprendentes de diferentes faixas etárias?
x) quais as melhores formas de integração de crianças/jovens falantes nativos de diferentes línguas no ensino português?
xi) de que forma o ensino de português como L2 deve estar representado nos curricula nacionais?
xii) de que forma o ensino de português se deve adaptar às diferentes realidades nacionais?

Aceitam-se, assim, propostas de comunicações na área da aquisição/aprendizagem do português como língua não materna, descrição do Português L2, análise comparada do Português L2 e Língua(s) Nativa(s) dos falantes de Português L2, transferência linguística, ou noutras áreas de investigação em linguística que possam contribuir de forma relevante para as questões colocadas. As propostas a apresentar podem assumir quer uma perspectiva teórica, quer uma perspectiva empírica.

Os resumos não deverão exceder uma página A4 com letra 12 pt.
São aceites comunicações em português, espanhol, francês ou inglês.

Data limite para recepção dos resumos: 31 de Janeiro de 2008

Os resumos deverão ser enviados para o seguinte endereço de e-mail: mail@apl.org.pt

Conferencistas convidados:
Maria Helena Mateus (ILTEC)
Wayne O’Neil (MIT)

Informação recolhida em: http://www.apl.org.pt/f_index.htm

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Português como mercadoria económica - valerá a pena ir por aqui????

Procura crescente de aulas no estrangeiro

Instituto Camões e ISCTE estudam valor económico do português

O Instituto Camões (IC) está a elaborar, em parceria com o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) um estudo para determinar o valor económico da língua portuguesa, anunciou hoje a presidente do IC.

“Estamos a elaborar um estudo com o ISCTE que terá a duração de dois anos. No primeiro, pretendemos determinar o valor económico da língua portuguesa, e no segundo o seu peso económico”, disse aos jornalistas Simonetta Luz Afonso à margem do colóquio “Políticas e Práticas de Ensino de Português para as Comunidades Portuguesas”, que decorre hoje e amanhã em Lisboa.

De acordo com a responsável este estudo surgiu na sequência da necessidade de se “quantificar o valor económico da língua portuguesa, que se sabe que existe”.

“Recebemos muita informação dos leitorados nas universidades estrangeiras que nos permite perceber que há uma procura crescente pelo português, onde tradicionalmente não se ensina língua portuguesa”, afirmou a presidente do IC.

De acordo com Simonetta Luz Afonso, o ensino da língua portuguesa está a ser muito procurado em cursos como Economia, Direito, Arquitectura, Engenharia, Jornalismo, Medicina, entre outros.

Novas oportunidades de trabalho

“Essa procura fez-nos pensar que tem a ver com o interesse que a língua portuguesa tem para as novas oportunidades de trabalho e pela procura de novos mercados, porque quem vende tem de falar a língua de quem compra”, afirmou.

“A língua portuguesa é uma língua que permite trabalhar e negociar fora da Europa e a União Europeia tem de olhar para as línguas de dois pontos de vista: as que têm mais falantes e as que permitem trabalhar fora da Europa”, defendeu a responsável.

Nesse sentido, Simonetta Luz Afonso sublinhou que o português “não é apenas a língua de 10 milhões habitantes que vivem na Europa”, mas de mais de 200 milhões em todo o mundo.

Relativamente ao Ensino de Português no Estrangeiro (EPE), que vai passar para a tutela do IC durante 2008, Simonetta Luz Afonso adiantou que vai precisar de “um ano para inserir o ensino básico e secundário a partir do momento em que receber os ‘dossiers’ e o orçamento do EPE”.

“Vamos também pensar o que vamos fazer em cada um dos países. Cada universidade onde estamos tem a sua política própria e com o ensino básico e secundário é a mesma coisa. Cada país tem as suas regras”, afirmou.

O colóquio “Políticas e Práticas de Ensino de Português para as Comunidades Portuguesas” termina quarta-feira e conta com a participação de coordenadores do ensino no estrangeiro, conselheiros das comunidades e especialistas.

Ler tudo no Público: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1314190 (18 de Dezembro de 2007).

PS_ Leiam também os comentários dos leitores e só ficarão a ganhar!!!!!!!!!


APETECIA-ME GRITAR COM O RÉGIO: "Não, não vou por aí!"
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domingo, 9 de dezembro de 2007

Miguel Sousa Tavares e a "sua" forma de fazer política linguística

O artigo de Miguel Sousa Tavares, "Eu prefiro Chávez" [em comparação com o Bush, a que chamo, eufemisticamente, "o arbusto"], termina com esta curiosa nota de política linguística:

"PS - Há mais de dez anos que vivemos com esta espada suspensa sobre a cabeça: quando não têm mais nada com que se entreter para exibir a sua importância, os senhores da Academia das Ciências e os ministros dos Estrangeiros gostam de nos ameaçar com o acordo ortográfico, cujo objectivo único é por-nos a escrever como os brasileiros, assim lhes facilitando a sua penetração e influência nos países de expressão portuguesa. Como disse Vasco Graça Moura, o acordo é um "diktat" neo-colonial, em que o mais forte (o Brasil) determina a sua vontade ao mais fraco (Portugal). Alguém imagina os Estados Unidos a ditarem à Inglaterra as regras ortográficas da língua inglesa? Ou o Canadá a ditar as do francês à França ou a Venezuela as do espanhol a Espanha?

Dizem que isto vai facilitar a penetração da literatura portuguesa no Brasil, mas ninguém perguntou a opinião aos autores portugueses. Há quatro anos atrás, publiquei um livro no Brasil e, contra a opinião de alguns 'sábios' e as várias insistências da editora brasileira, o livro reza assim na ficha técnica: "A pedido do autor, foi mantida a grafia da edição original portuguesa". Apesar dos agoiros de desastre que essa teimosia minha implicaria, o livro vendeu até hoje cerca de 50.000 exemplares no Brasil. Perdoem-me a imodéstia, mas orgulho-me de ter feito bem mais pela nossa língua no Brasil do que todos esses que se dispõem a vendê-la como coisa velha e descartável."

In: Expresso - http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/175230
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