segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

e é porque concordo que republico...

“Aconteceu uma coisa terrível na Educação: tudo tem de ser divertido, nada pode dar trabalho” (Alice Vieira)

Ler tudo aqui.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Um blogue que é uma sugestão de leitura...

... acerca da educação em Portugal, das reformas em curso, etc etc etc... Chama-se "a educação do meu umbigo".

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Galapro vai à ExpoBerlin 2009...


Galapro – Formation de Formateurs à l’Intercompréhension en Langues Romanes


Nous présenterons le projet “Galapro” (Projet LLP, financé par l’Union Européenne), qui se penche sur la didactique du plurilinguisme et l’intercompréhension. Ce projet s’inscrit dans une perspective actionnelle et prône le plurilinguisme en tant que valeur européenne (Conseil de l’Europe, 2001). Galapro cherchera à développer un réseau de formation spécialisé autour de l’intercompréhension entre le catalan, l’espagnol, le français, l’italien, le portugais et le roumain, à travers la formation hybride ou à distance de formateurs (notamment de professeurs de langues).

Cette formation est conçue selon une logique de formation intégrant i) la formation à la didactique de l’intercompréhension par des pratiques d’intercompréhension ; et ii) la constitution de communautés pédagogiques virtuelles de pratique et d’enseignement/apprentissage collaboratifs de l’intercompréhension.



Maria Helena de Araújo e Sá & Sílvia Melo

sábado, 27 de setembro de 2008

Reformulação do ensino do PLE

O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, afirmou ontem que a "refundação" do Instituto Camões vai implicar uma reformulação do ensino da Língua Portuguesa no estrangeiro, atendendo a que muitos alunos "não querem o Português literário".

Pinto Ribeiro, que falvava em Paris nos Estados Gerais do Multilinguismo, manifestou a sua preocupação com as diásporas, onde considera ser necessário fazer um "trabalho de ensino como primeira língua, como língua estrangeira, e como língua que concorre com a língua dos países para onde essas comunidades emigraram."

"Está previsto que se refunde o Instituto Camões. O que significa prestar uma especial atenção a todos estes curriculos do ensino do Português, que vão ter que ter em consideração que há muita gente que não quer Português literário. É preciso motivar as pessoas e responder às necessidades e desejos das pessoas. Para isso, já alocámos um fundo de 30 milhões para a Língua Portuguesa", afirmou.

Falando da defesa e promoção da língua portuguesa, que é central à Presidência Portuguesa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, o ministro da Cultura salientou que o Português é hoje "a terceira língua europeia mais falada no mundo".

"Nas instituições internacionais, é preciso fazer um trabalho para impor a Língua Portuguesa", salientou.

"A Criatividade e a Inovação Pedagógica no Ensino das Línguas", "A Competitividade Económica e a Coesão Social", e "A Tradução e Circulação de Obras Culturais", foram os principais temas dos Estados Gerais do Multilinguismo, inserido no Dia Europeu das Línguas.

Responsáveis políticos e institucionais, especialistas e representantes da sociedade civil participaram no debate, que decorreu no Grande Anfiteatro da Universidade da Sorbonne, na capital francesa. Todos os participantes colocaram em destaque o benefício que os cidadãos europeus podem conquistar através das suas competências linguísticas. Na compreensão da própria língua, na mobilidade, na evolução profissional, ou até mesmo no acesso a conteúdos e obras culturais.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1344137

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Professores de Português nos Estados Unidos acusam Portugal de não investir no ensino da língua

Segundo Raul Rodrigues, da escola secundária norte-americana Durffe High School, de Fall River, estado de Massachusetts, o "Estado português prefere investir milhares de dólares e apoiar leitorados de Português em universidades onde estudam meia dúzia de alunos estrangeiros".

"A minha escola (Durffe HS) precisa de professores de Português, mas não os encontra porque eles não se formam nas universidades norte-americanas", sublinhou o professor.

"No entanto, o Estado português continua a investir milhares de dólares em Centros de Português em universidades norte-americanas não se sabe bem para quê", acrescentou.

Durante a reunião na Horta, que reuniu 120 professores, ouviram-se muitas queixas de docentes que lutam "com falta de tudo e de mais alguma coisa" para ensinaram Português aos luso-descendentes, reclamando apoio de Portugal.

Lamentam ainda o facto do secretário de Estado Adjunto e da Educação português, Jorge Pedreira, presente no encontro, lhes ter levado uma mensagem que é mais de "desilusão" do que de "esperança".

"De um momento para o outro, a nova legislação do Ensino do Português no Estrangeiro ignora totalmente as escolas comunitárias, a comunidade e o trabalho aqui desenvolvido ao longo dos anos, optando por criar uma certificação que é uma espécie de exame da escola virtual que todos sabem e que ninguém se vai dar ao trabalho de fazer", frisou um dos docentes que participou na reunião com Jorge Pedreira e que preferiu o anonimato.

Lúcia Lopes, por seu lado, referiu que a nova legislação esvaziou estas escolas e estes cursos de qualquer valor junto das comunidades, ao retirar-lhes os professores que aqui se encontravam destacados, agora obrigados a optar entre os Estados Unidos, sem vínculo à Função Pública, e as escolas a que pertencem em Portugal.

Nos Estados Unidos existem cerca de 50 escolas comunitárias pertencentes a associações, igrejas e comissões de pais, onde é ensinada a Língua Portuguesa aos filhos dos emigrantes. O ensino do Português como língua estrangeira existe apenas em meia dúzia de escolas norte-americanas nos estados da Califórnia, Massachusetts e Nova Jérsia.

Os professores que participaram no XVI Encontro manifestaram-se ainda pessimistas em relação ao futuro deste ensino com a passagem da sua tutela para o Instituto Camões, que dizem estar mais vocacionado para o ensino universitário.

A Associação de Professores de Português dos Estados Unidos e Canadá, responsável pela organização do Encontro, pediu, nas conclusões, um compromisso explícito do governo português nesta questão, concluindo que "há a necessidade de implementar uma estratégia comum" para os Estados Unidos e Canadá, "que inclua todos os níveis de ensino, desde o integrado às escolas comunitárias e universidades, através de coordenadores que conheçam a realidade específica deste espaço da diáspora portuguesa".


in Público, 21/7/2008

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Novidades

Acabou de sair Português Língua Segunda e Língua Estrangeira, pela LIDEL, com coordenação de Paulo Osório e Rosa Marina de Brito Mayer.

"Este volume é constituído por um conjunto de artigos de diversas áreas no âmbito do Ensino do Português Língua Segunda (PL2) e do Português Língua Estrangeira (PLE). Todos eles convergem para os domínios da Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas e da Didáctica de Línguas. Contudo, ressalve-se que emerge, ao longo da obra, uma nova área, ou seja, a área do Ensino-Aprendizagem de PL2 e PLE, enquanto área inovadora e autónoma. Não negamos, todavia, que se trata de um campo subsidiário de outros domínios científicos.

Realçamos para além das várias formas de análise teórico-metodológica do fenómeno linguístico em apreço encontradas neste volume, as múltiplas referências bibliográficas aqui feitas, os diferentes corpora explorados, bem como as múltiplas estratégias de ensino de PL2 e PLE apontadas. Acresce, também, a importância dada a questões de aquisição de L2, nomeadamente no texto intitulado “Aquisição de L2”.

Este livro pretende colmatar alguma falta de estudos neste âmbito, nomeadamente num país com escolas cada vez menos monolingues e monoculturais, onde a diversidade linguística e cultural é cada vez maior." (os coordenadores)


Para mais informações (nomeadamente a lista de contribuições e de autores): http://www.fca.pt/cgi-bin/lidel_main.cgi/?op=3&mnu=10&edicao=1&isbn=978-972-757-517-6

sábado, 14 de junho de 2008

Novidades

O livro on-line "Português para estrangeiros: Territórios e fronteiras" (ISBN: 978-85-61512-00-2) acaba de sair, com organização de Rosa Marina de Brito Mayer e de Ida Rebelo.

Nas palavras das organizadoras:

"Português para Estrangeiros: territórios e fronteiras reúne artigos contendo tanto discussões de assuntos relacionados ao tema quanto resultados de análises de dados, sempre abordando questões surgidas da reflexão oriunda de pesquisas, da prática do ensino de Português a falantes de outras línguas ou de atividades relativas à formação de professores. Sejam essas ações pontuais - como aquelas realizadas em projetos de ensino-aprendizagem à distância -, sejam contínuas - como o curso de Formação de Professores de Português para Estrangeiros oferecido anualmente na PUC-Rio ou as turmas de Português para Estrangeiros, oferecidas tanto na PUC-Rio como em outras instituições do Rio de Janeiro e de outros estados do Brasil, todas estão acolhidas nesta publicação.

Buscamos combinar textos que apresentam uma variedade, no que concerne às produções dos autores, de espaço geográfico, nacionalidade e língua, bem como colocar o foco na questão metafórica dos territórios que constituem a área de estudos e pesquisa do Português como Segunda Língua e a sua prática profissional quotidiana. (continua)"

Todos os textos disponíveis a partir de http://www.letras.puc-rio.br/publicacoes/ccci/geral.html

terça-feira, 3 de junho de 2008

Expansão Portuguesa e Diálogo(s) Intercultural(ais)

A ligação do Português com outras línguas não-europeias é destaque na exposição bibliográfica "Aventura da Língua Portuguesa", que a partir de hoje estará patente na Biblioteca Nacional (BNP).

A mostra, que ficará na sala de Referência da BNP até 29 de Agosto, é comissariada por Telmo dos Santos Verdelho, que no catálogo salienta a "memória histórica da relação interlinguística do português com muitas línguas não europeias", nomeadamente a partir de 1415, quando Portugal conquistou a praça marroquina de Ceuta. Essa influência "alargou-se a toda a África e depois à América do Sul, Ásia e Oceânia", lê-se numa nota à imprensa da BNP.

A mostra está organizada em quatro núcleos: "Percursos e espaços da língua portuguesa no mundo: a expansão marítima e o encontro interlinguístico"; "Contactos próximos: o árabe e o hebraico"; "A produção interlinguística no âmbito da missionação: manuscritos e impressos relativos a África, Brasil e Oriente"; e por último "Lexicografia contemporânea e investigação".

Segundo a mesma nota, "a mostra testemunha a reflexão histórica sobre a diversidade das línguas e culturas e as dificuldades que as mesmas constituíram nas relações iniciais de Portugal com outros povos". A exploração marítima portuguesa e a consequente missionação, tratos de comércio, tratados diplomáticos, revelam "aspectos do mesmo esforço de compreensão da diferença que os documentos agora apresentados comprovam".

O padre José Anchieta assume particular destaque no primeiro núcleo onde estão cartografadas as rotas das caravelas portuguesas que são a origem da actual situação da língua portuguesa no mundo. O "Diário da Viagem de Vasco da Gama" (1498), de Álvaro Velho, é um dos documentos expostos e que "pode ser considerado o primeiro roteiro interlinguístico, onde se encontram múltiplas indicações da consciência da diferença das línguas encontradas e um pequeno glossário da 'linguagem de Calecute'", salienta a mesma nota.

A estreita ligação do hebreu a Portugal é salientada no segundo núcleo que apresenta documentos escritos em hebraico. O comunicado da BNP salienta "a influente e alargada comunidade judaica" e como esta se fez sentir noutros domínios, nomeadamente na cartografia. "O reconhecimento social desta elite urbana exprime-se na inclusão da língua hebraica no currículo humanista a par do grego e do latim". Neste núcleo são também analisadas as ligações com o árabe, desde a conquista muçulmana em 711 e mais tarde com as conquistas portuguesas no Norte de África, a partir de 1415.

O terceiro núcleo é dedicado à missionação e à sua expansão para Oriente, América do Sul e em África. Neste núcleo são apresentados os primeiros dicionários manuscritos, feitos pelos jesuítas, quer de línguas africanas, quer de orientais e de etnias brasileiras. Serão expostas "cartilhas, notícias da chegada da tipografia a paragens distantes (caso do Japão), glossários de línguas tão exóticas como o concanim (Índia) ou o tétum (Timor-Leste), transliterações de dialectos brasílicos e angolanos, notas sobre as estruturas das línguas são alguns dos textos manuscritos e impressos que dominam este núcleo central", segundo o mesmo documento.

“O último núcleo mostra a produção sistemática e crítica sobre o confronto do português com línguas que verbalizam civilizações e mundos diferentes”, refere a BNP.

Esta mostra insere-se nas comemorações do Ano Europeu do Diálogo Intercultural.

Notícia do Público (2/6/08).